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segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Brasil/CRÔNICA DA MORTE PERPÉTUA NO CAMPO

28 agosto 2015, Carta Maior cartamaior.com.br (Brasil)


Najar Tubino

A luta dos sem terras no Brasil é uma trágica crônica da morte. Mudaram os tempos, mas o cotidiano dessas populações não se alterou.


Raimundo Rodrigues, de 54 anos, pai de seis filhos, conselheiro da Comunidade da Rebio de Gurupi, em Bom Jardim (MA), foi assassinado quando chegava em casa na tarde de terça-feira, dia 25. A esposa, Maria da Conceição Chaves Lima, também foi atingida e está hospitalizada em Açailândia. Raimundo já havia denunciado à Sociedade de Direitos Humanos do Maranhão que vinha sendo ameaçado pelo fazendeiro Jesus da Costa, que não aceitava a proibição de plantar na área da unidade de conservação, que é administrada pelo Instituto Chico Mendes. Ele já havia invadido as casa de 10 famílias que moram na reserva, depois colocou fogo junto com os pertences dos moradores. A Polícia Federal já prendeu dois suspeitos.

Até julho de 2015, a Comissão Pastoral da Terra – no Centro de Documentação dom Tomás Balduíno – registrou 23 mortes de agricultores em terra e assentados, na maior parte dos casos, ocorridas em três estados – Rondônia, Pará e Maranhão.

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Brasil/Stedile encontra Papa Francisco: “LUTAREMOS JUNTOS PARA PARAR OS BANCOS E AS TRANSNACIONAIS”

6 novembro 2014, Revista Forum http://www.revistaforum.com.br (Brasil)

Por Da redação

Por Salvatore Cannavò*
Do jornal Il Fatto Quotidiano, via página do MST

João Pedro Stedile olha a primeira página do jornal Il Fatto Quotidiano em que se vê Maurizio Landini enfrentando a polícia. “Um líder sindical sem gravata? Sério?” A piada sintetiza muito o perfil e a história desse dirigente, já de nível internacional, do movimento “campesino”.

O Movimento dos Sem Terra (MST) é uma organização fundamental do Brasil, imortalizada pelas históricas imagens de Sebastião Salgado e com uma história de 30 anos feita de vitórias e de derrotas, mas sempre no primeiro plano da organização dos agricultores.

Stedile é o seu dirigente mais importante. Ele nunca usou gravata e sempre concebeu o seu papel como porta-voz de uma realidade pobre, muito em busca da sua própria emancipação.

Marxista ligado à história da teologia da libertação, ele foi um dos organizadores do Encontro Mundial de Movimentos Populares que ocorreu no Vaticano