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segunda-feira, 2 de maio de 2016

Brasil/Políticos a favor do impeachment são alvo de protestos



30 abril 2016, Agência PT http://www.pt.org.br (Brasil)

Manifestações acontecem em todo o país contra deputados e senadores que se posicionaram a favor do golpe.

Desde o último dia 21 de abril, feriado em que o Brasil lembra a morte de Tiradentes e a traição de Joaquim Silvério, o Levante Popular da Juventude vem promovendo, em todo o país, protestos contra políticos que apoiam o impeachment. Além deles, outros movimentos sociais independentes também tem se manifestado contra parlamentares que estão a favor do golpe em todo o Brasil.

Neste dia 1º de Maio, além dos atos promovidos por centrais sindicais e movimentos sociais em todo o Brasil pelo Dia do Trabalhador, o Levante Popular da Juventude promoveu um protesto em frente à casa de Antonio Anastasia (PSDB-MG) em Belo Horizonte (MG).

Na noite de sábado (30), eleitoras de Marta Suplicy (PMDB-SP), mulheres e artistas e em defesa da democracia se reuniram em frente à casa da senadora cobrando que vote contra o impeachment no Senado. “Marta, traidora! Somos mulheres brancas negras indígenas, jovens, velhas, filhas e avós. Travestis, lésbicas, bissexuais, transexuais. Estudantes e trabalhadoras. Somos todas feministas. Batemos em sua porta para

sexta-feira, 22 de abril de 2016

O BRASIL NO CONTEXTO DOS GOLPES DO SÉCULO XXI



20 abril 2016, Pravda.ru http://port.pravda.ru (Rússia)

Por Diego Pautasso*

Os processos históricos não são dados a coincidências. E como diria o velho filósofo, os grandes personagens e fatos históricos ocorrem duas vezes, "a primeira vez como tragédia, a segunda como farsa". A crise política que vem se agudizando desde junho de 2013 no Brasil não reflete apenas suas contradições domésticas. Ao contrário, somente é possível compreendê-la à luz das dinâmicas internacionais e das novas formas que assumem os velhos processos.
                                        
Cabe rememorar que as ditaduras militares na América Latina entre as décadas de 1960 e 1980 emergiram, sem exceção, profundamente articuladas à dinâmica internacional: Brasil em 1964, Chile em 1973, Argentina e Uruguai em 1976. Ou seja, não é possível entendê-las dissociadas da lógica da Guerra Fria, do patrocínio político-diplomático dos EUA através da Doutrina de Segurança Nacional, da promoção da retórica anti-comunista pela grande mídia e indústria cultural, da instrumentalização dos militares na Escola das Américas no Panamá, etc. Nesse sentido, a desestabilização interna, com a espiral inflacionária, o denuncismo moralista da corrupção pelos setores conservadores, a paralisia institucional e a crise econômica foram pré-condições construídas para a efetivação dos golpes militares. Já o fim desses regimes