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quarta-feira, 14 de maio de 2008

Venezuela/Presidente Chávez celebró puesta en marcha de convenio energético con Portugal

Agencia Bolivariana de Notícias http://www.abn.info.ve

Caracas, 14 mayo 2008 (ABN) - El presidente de la República Bolivariana de Venezuela, Hugo Chávez, celebró la puesta en marcha de la perforación del pozo petrolero Boyacá 6, perteneciente a la Faja Petrolífera del Orinoco, como parte del acuerdo energético firmado con la República de Portugal.

Desde Valle de la Pascua, estado Guárico, en cadena nacional de radio y televisión, el presidente Chávez dijo: “Hemos iniciado la perforación de este pozo, el primer ministro (de Portugal, Jośe) Sócrates activó el mecanismo y seguramente ya llegó hasta la capa petrolera que está a muy poca profundidad, unos 400 metros, tierra además muy fácil para la exploración, tierra plana, maravillosa”.

durante el acto de firma de acuerdos entre la República Portuguesa y la República Bolivariana de Venezuela en la población de Espino, Chávez manifestó que “aquí estamos en esta inmensa sabana, en el campo Boyacá, en la Faja Petrolífera del Orinoco, la más grande reserva de petróleo que se conozca en este planeta”.

“Lo decimos nosotros Sócrates, con mucha humildad, porque queremos que el mundo lo sepa, queremos que el mundo sepa esta verdad, agradecemos mucho tu visita Sócrates a esta Faja, a esta Venezuela profunda, agradecemos que nos hayas acompañado en este campo Boyacá”, expresó el presidente Chávez al primer ministro de Portugal, José Sócrates.

Al respecto, le dijo a su homólogo portugués que “hoy Venezuela es libre y abre esta gran Faja de riquezas para compartirlas con todos los hermanos del mundo, aquí se habla también portugués y nos honra oír ese idioma, oírte a ti, José Sócrates, portugués, hermano, amigo”.

“Esto era impensable hace 10 años atrás, era impensable porque Venezuela estaba colonizada, hoy nosotros somos libres y hemos definido nuestra política exterior, económica, petrolera con amplitud, de 360 grados”, señaló el Mandatario Nacional.

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sexta-feira, 15 de junho de 2007

Timor-Leste / Let's learn Tetum

Ken Westmoreland, Jakarta Post / June 15, 2007

I'm commenting on an article Timor Leste needs Indonesian language more than others by Janet Steele and Jerry Macdonald (The Jakarta Post, June 11).

The fact that Timor Leste's new president, Jose Ramos Horta, has begun learning Indonesian is not only welcome, it is long overdue - he should have done this years ago. However, not even he would agree with Janet Steele and Jerry Macdonald's assertion that Indonesian, not Tetum, is the country's lingua franca.

One of the most positive developments since 1999 has been the increased use of Tetum as a written language, and the absence of a standardized spelling and grammar has proved no barrier at all. Despite its name, most of the locally written articles in Suara Timor Lorosae are now in Tetum, not Indonesian.

Unfortunately, some Indonesian-educated people are as just as guilty of having an inferiority complex about Tetum as Portuguese-educated ones. Under Soeharto's Indonesia, Tetum in East Timor was just another bahasa daerah (local dialect), spoken, but not written, having no more status than it did under Salazar's Portugal.

Tetum is neither a dialect nor a creole, it is a language in its own right, but just as English and Indonesian have derived much of their vocabulary from other languages, so too has Tetum.

Many Portuguese-derived words in Tetum are similar to those used in English or Indonesian, because they share the same Latin roots. For example, konstituisaun (from constituigco) is similar to "constitution". Some purists use the term ukun fuan inan, but this is no different from Indonesians using undang-undang dasar instead of konstitusi. However, few languages are pure, while a pure lingua franca is an oxymoron, be it Swahili in East Africa or Indonesian in Southeast Asia.

Yet despite the European influences, Tetum remains a Malayo-Polynesian language, with many words, such as bua, besi, tahan, sala and matan shared with Indonesian, although words like mane (man), feto (woman), foho (mountain), lia (voice) and fuan (fruit) are not. The Tetum for "word" is liafuan, literally "voice fruit".

Given that Tetum shares so many words with these other languages, and is not grammatically complex, would it really be a challenge for outsiders living in Timor Leste, be they Indonesians, Australians or Portuguese, to make the effort to learn it?

The argument that Tetum is "undeveloped" or "not yet developed" should be dispelled once and for all. If it is adequate for newspaper articles and discussion forums, it is perfectly adequate for public signs and official documents. NGOs like the women's network Rede Feto have called for legal documents to be written in Tetum since it (not Indonesian or Portuguese) "is the preferred language of the people".

Mai ita hotu aprende Tetun (let's all learn Tetum).

terça-feira, 12 de junho de 2007

Cabo Verde / Primeiro-ministro pede mais apoio à língua portuguesa

O primeiro-ministro de Cabo Verde, José Maria Neves, pediu hoje aos oito países de língua portuguesa para que dêem "mais atenção" ao Instituto Internacional de Língua Portuguesa (IILP), com constantes constrangimentos financeiros.

O alerta foi deixado na abertura do XVII Encontro da Associação das Universidades de Língua Portuguesa (AULP), uma entidade que tem "responsabilidades na afirmação da língua portuguesa no mundo", um "património comum" dos oitos países, disse.

Lembrando que Cabo Verde foi um dos três países que até agora ratificaram o Acordo Ortográfico e respectivos protocolos, José Maria Neves destacou que as universidades têm um papel fundamental na difusão da língua portuguesa e recordou que a AULP foi criada várias anos, antes da CPLP (Comunidade dos Países de Língua Portuguesa).

Criada há 21 anos na Cidade da Praia, a AULP voltou hoje a Cabo Verde para a XVII reunião, juntando responsáveis de universidades de Portugal, Brasil, Angola, Moçambique e Cabo Verde, além do território de Macau.

Um encontro para "troca de impressões e de experiências" e de aprofundamento da cooperação, que já é imensa, especialmente a nível bilateral, disse o presidente da AULP, João Guerreiro, reitor da Universidade do Algarve.

Valorizar a língua portuguesa, disse o reitor, é um dos objectivos fundamentais da AULP, bem como desenvolver "plataformas multilaterais" de cooperação entre Universidades, visíveis, por exemplo, na organização de pós-graduações envolvendo quatro ou cinco universidades.

Durante os três dias, os representantes das diversas universidades vão também "definir novos projectos" e valorizar a investigação científica, sendo criada em breve na página da Internet da AULP um "catálogo on-line de pós-graduações".

Luís Fonseca, secretário executivo da CPLP, defendeu na mesma linha que a educação, ensino superior e investigação são "das áreas mais promissoras da cooperação" dos países de língua portuguesa, o que de resto também José Maria Neves defendeu ao afirmar que "o aprofundamento do ideário da língua portuguesa passa pelas universidades".

A Universidade de Cabo Verde só foi criada há seis meses, pelo que só agora a reunião da AULP voltou à Praia. António Correia e Silva, reitor da Universidade, defendeu que a UALP deve começar a criar uma base para reconhecimento de competências entre as várias universidades dos vários países e criar "mecanismos que estimulem a mobilidade de alunos e professores".

Também seria importante "uma biblioteca virtual de referência, com a colaboração de todas as universidades", defendeu, acrescentando que ou a língua portuguesa é considerada como uma estratégia conjunta ou converte-se "numa língua secundária".

Durante três dias, os participantes no encontro da Praia vão discutir temas como a Interdisciplinaridade da Investigação Científica Tropical, as Redes Universitárias na Investigação, as Pós-graduações ou a Língua Portuguesa no Mundo.

A AULP integra 120 estabelecimentos de ensino, de todos os países da CPLP e também de Macau.

A Associação foi criada em 1986, na cidade da Praia, por iniciativa de reitores e dirigentes de estabelecimentos de ensino superior do Brasil, Portugal, Moçambique e Guiné-Bissau.

O IILP, ao qual o primeiro-ministro fez referência, tem sede na Cidade da Praia e foi criado em 1998 pelos Estados da CPLP para promover a defender a língua portuguesa como veiculo de cultura, educação, informação e acesso ao conhecimento científico e tecnológico.

Desde Agosto do ano passado, é dirigido pela angolana Amélia Mingas, que reconhece que o IILP não tem funcionado bem por falta de projectos de cada país e de condições financeiras.
Integram a CPLP Angola, Brasil, Cabo-Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste. (Notícias Lusófonas / 12 Junho 2007)

Timor Leste needs Indonesian language more than others

Janet Steele and Jerry Macdonald, Denpasar

On June 6, 2007, Timor Leste President Josi Ramos-Horta met with Indonesian President Susilo Bambang Yudhoyono and made a historic commitment to affirm the importance of bahasa Indonesia as a working language in Timor Leste.

This was a courageous gesture on the part of someone who for 24 years struggled to end the Indonesian occupation of his country. Such enlightened leadership bodes well not only for the future of Timor Leste, but also for bilateral relations with its large and influential neighbor.

The simple fact is that Indonesian language is the lingua franca of Timor Leste. The only people in Timor Leste who can ignore this reality are the many foreigners who come with the pre-conceived notion that the history of East Timor began in 1999 with the vote for independence.

During a recent visit to Dili, Manatuto, Baucau, and Ossu, we talked with Timorese from all walks of life and found that everyone recognized Indonesian, that Indonesia is Timor Leste's most important trading partner, and that despite the intrigue between Australia and Portugal over which country will dominate the economic and political future of Timor Leste, for ordinary Timorese the ties that matter are with Indonesia.

For the majority of Timorese who did not spend the years of Indonesian occupation in exile, Indonesian language is the language of the literate.

Although Tetum is spoken day to day, there is not yet a universally accepted grammar and spelling. For example, when we asked a group of 30 young Timorese who were studying journalism what language they preferred to write in, all but one answered "Indonesian."

Unfortunately right now there are very few books available in East Timor in any language. The Xanana Gusmao reading room -Dili's leading public library has a small tattered collection, mostly in English. There are no bookstores, and even students at UNTL (the University of Timor Leste) must struggle to find reference materials that they can use to write their skripsi (theses).

Timor Leste Education and Culture Minister Rosaria Maria Corte de Real recently stated the literacy rate among Timorese over the age of 15 is 50 percent. It's a fact of life that if there's nothing to read, literacy will never improve.

Although Timorese are enormously proud of their newly independent nation, they are practical enough to recognize the advantages of building on the foundation of the economic and educational infrastructure started by Indonesia. It's time that the American government showed a similar appreciation of realpolitik as well as the enormous power of reconciliation.

For many years, the United States Embassy in Jakarta has translated a wide range of books from English to Indonesian. Sadly, these books are not available in Timor Leste.

One reason for this is the politically dicey topic of language policy, as American officials fear that support for the Indonesian language will be mis-interpreted by the Timorese government as nostalgia for Indonesian influence.

This shortsightedness has had the unintended consequence of hurting the Timorese people.So here's our modest proposal: If President Ramos Horta has the courage and foresight to recognize the importance of Indonesian as a working language, the U.S. government should likewise have the guts to reconsider its position on sending Indonesian language translations of American books to Timor Leste.

At a time when spending two billion dollars a week on the war in Iraq, how about spending a few thousand dollars a year in the war on illiteracy in East Timor? Such a plan would cost virtually nothing, and have an enormous impact. (Jakarta Post / June 11, 2007)

-- Janet Steele and Jerry Macdonald are former Fulbright grantees and frequent visitors to Indonesia and East Timor.

Dois comentários de leitores no Blog Timor Online - Terça-feira, Junho 12, 2007, sobre este artigo

1 -- H. Correia deixou um novo comentário na sua mensagem "Timor Leste needs Indonesian language more than ot...":

"The simple fact is that Indonesian language is the lingua franca of Timor Leste. The only people in Timor Leste who can ignore this reality are the many foreigners who come with the pre-conceived notion that the history of East Timor began in 1999 with the vote for independence."

E eu a julgar que a língua franca de Timor-Leste é, e sempre foi, o Tétum. Se há estrangeiros que pensam que a História de Timor-Leste começou em 1999, parece-me que os autores deste "artigo" são estrangeiros de um outro tipo: os que pensam que a História de Timor-Leste começou em Dezembro de 1975.

Aliás, o nome deles diz tudo: anglófonos "visitantes frequentes", escrevendo em Denpasar sobre o que se "passa" em Timor-Leste.

A insistência em nos fazer crer que todo o mundo em TL usa e gosta muito do Malaio-indonésio, exemplificando com "testemunhos" de timorenses é uma táctica já muito velha.

"For the majority of Timorese who did not spend the years of Indonesian occupation in exile, Indonesian language is the language of the literate."

Que língua havia de ser? Pois se durante 24 anos foi a única que foi autorizada e imposta.
"Although Tetum is spoken day to day, there is not yet a universally accepted grammar and spelling."

Isto é outro exemplo das tais tácticas muito batidas por este tipo de gente: querem-nos convencer de que o Tétum é uma língua subdesenvolvida e não tem gramática ou ortografia "universally accepted", ou seja, "anglophonelly accepted". Tanto uma coisa como outra foram já há muito elaboradas pelo INL e estão em vigor em TL pela competente lei, mas estes inocentes "jornalistas" fazem de conta que não sabem de nada. A gramática e a ortografia não precisam de ser "universally accepted" porque só a Timor-Leste dizem respeito.

"Unfortunately right now there are very few books available in East Timor in any language."

Quando eu vivia em Timor, no tempo do "colonialismo", havia várias bibliotecas e eu próprio era frequentador assíduo das existentes na escola preparatória e no liceu. Só que os respectivos livros (e arquivos,etc.) foram todos queimados pelos indonésios. Mas hoje em dia há também muitas bibliotecas em TL, que são deliberadamente ignoradas pelos autores do "artigo". Uma das melhores, senão a melhor, é precisamente a da UNTIL, contrariamente ao que escrevem estes senhores.

Lembro também que nas feiras do livro lusófono, que se têm realizado anualmente em Dili, milhares e milhares de livros são vendidos a preços simbólicos, desaparecendo todos num ápice.
Para além disso, vários grupos de cidadãos anónimos tem contribuido para apetrechar as escolas timorenses de livros infantis, juvenis e didácticos, como a campanha promovida pelo grupo da internet "Crocodilo Voador", que dispõe de uma rede luso-brasileira que distribui os livros por escolas de todo o Timor, de acordo com as necessidades de cada uma.

"Although Timorese are enormously proud of their newly independent nation, they are practical enough to recognize the advantages of building on the foundation of the economic and educational infrastructure started by Indonesia".

Infraestrutura económica e educacional? Só se for anedota. Mas é curioso como frases como esta aparecem escritas na imprensa apenas escassos dias depois de Ramos Horta ter dito mais ou menos a mesma coisa:

"If President Ramos Horta has the courage and foresight to recognize the importance of Indonesian as a working language, the U.S. government should likewise have the guts to reconsider its position on sending Indonesian language translations of American books to Timor Leste."

Uma ideia muito inocente, sem dúvida, e tudo mera coincidência...


2-- Michael deixou um novo comentário na sua mensagem "Timor Leste needs Indonesian language more than ot..." (traduzido pela Margarida):

Tive o prazer de me encontrar com dois grupos de Timorenses que vierem á Austrália para curtos cursos de treino. Penso que se lhes podem chamar funcionários públicos de nível médio em TL.

Foram todos educados sob domínio Indonésio e obviamente falavam fluentemente o Indonésio.
Andavam todos a aprender o Português com vários graus de sucesso. A maioria dos seus acompanhantes Australianos falavam-lhes em Indonésio, mas uma falava em Português.
Sentiam-se claramente mais à vontade com esta. Perguntei a alguns deles porquê. "Obviamente que falamos o Indonésio," disseram. "Mas o que os Australianos não entendem é que, na realidade não gostamos disso (de falar o Indonésio)."

Timor-Leste / Ramos-Horta lembrou «poder do bahasa» aos indonésios

O Presidente da República timorense, José Ramos Horta, veio recordar aos indonésios "o poder da língua bahasa", escreve hoje em editorial o diário Jakarta Post.

"O líder do nosso vizinho mais jovem, Timor-Leste, acabou de nos recordar o poder da língua", diz o editorial do Jakarta Post, um dos jornais de referência da capital indonésia."A Indonésia tem uma grande tarefa pela frente para preservar e desenvolver esta riqueza incalculável", adiantou o jornal.

"Apesar da sua independência, a influência da língua da sua antiga potência colonial continuará muito forte" em Timor-Leste, explica o jornal referindo-se ao bahasa, "porque o tétum é mais uma língua oral e o português é apenas falado por uma pequena parte da população".

Tétum e português são, segundo a Constituição da República timorense, as duas línguas oficiais.
José Ramos Horta, que há uma semana visitou a Indonésia, na sua primeira viagem oficial ao estrangeiro como chefe de Estado, recordou, durante uma conferência de imprensa conjunta dia 5 de Maio, que o bahasa indonésio é largamente usado em Timor-Leste.
O Presidente da República timorense fez parte do seu discurso de tomada de posse no Parlamento Nacional, a 20 de Maio, em bahasa, para gáudio dos jornalistas indonésios presentes na cerimónia - que comentaram na ocasião o seu "sotaque ocidental" e o "bom domínio" da língua indonésia.

O Presidente Susilo Bambang Yudhoyono, respondendo a José Ramos Horta em Jacarta, declarou a intenção de haver em breve um departamento de bahasa indonésio na Universidade Nacional timorense.

No mesmo dia, durante o jantar de gala em honra de José Ramos Horta, o Presidente timorense fez parte do discurso aos anfitriões na Istana Negara, no complexo presidencial, em bahasa.
"O bahasa indonésio ocupa um lugar especial na nossa vida diária como língua de aprendizagem e de comunicação", afirmou José Ramos Horta.

"Tenho uma intenção autêntica de continuar a promover o bahasa indonésio e o inglês em Timor-Leste porque estes dois idiomas foram inscritos na nossa Constituição como línguas de trabalho diário", acrescentou o Presidente.

"Os comentários do recém-eleito Presidente Ramos Horta sobre o poder do bahasa indonésio receberam talvez pouca atenção aqui, apesar do profundo significado da sua mensagem", escreve o editorialista do Jakarta Post.

"A nossa ignorƒncia das declarações de Ramos Horta, no entanto, reflecte também provavelmente a nossa reduzida percepção e baixa valorização desta riqueza preciosa que tanto tem contribuído para a unidade a integridade da nação", acrescenta o jornal de língua inglesa da capital indonésia.

"Apesar de o tétum e do português serem as línguas oficiais do jovem Estado, o bahasa indonésio tornou-se na prática a língua de trabalho no país", nota o editorial.

"O facto de a Indonésia ter ocupado o território durante cerca de 24 anos (sic) até 1999 desempenhou um papel crucial no desenvolvimento do bahasa".

O editorialista do Jakarta Post acrescenta que "a assistência indonésia na promoção do bahasa em Timor-Leste será benéfico para o seu sistema de educação, e o envolvimento estrangeiro intensivo, especialmente em termos financeiros, ajudará a garantir a sustentabilidade da língua".

O jornal refere que a escolha do malaio, então uma "língua franca", como língua nacional da Indonésia, em 1928, apesar de a maior parte da população falar javanês, teve consequências directas na declaração da independência da ex-colónia holandesa, em 1945.

O Jakarta Post conclui que foram as declarações do Presidente "da nossa ex-colónia" que vieram recordar a importƒncia do bahasa como instrumento de unificação num país com mais de mil grupos e subgrupos étnicos e 706 línguas diferentes, e onde se acentua o fosso entre Java e as outras regiões do grande arquipélago. (Notícias Lusófonas / 12 Junho 2007)