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segunda-feira, 2 de setembro de 2019

Mercosul, Brasil/Para organizações indígenas, manifestações de Bolsonaro baseiam-se em “ignorância e racismo”


29/08/2019, Conselho Indigenista Missionário-Cimi* (Brasil) https://cimi.org.br/2019/08/para-organizacoes-indigenas-manifestacoes-de-bolsonaro-baseiam-se-em-ignorancia-e-racismo/

Por Ascom Cimi

Povos indígenas repudiam ataques preconceituosos de Bolsonaro, que afirmou que demarcações “inviabilizam o Brasil”

Foto: Katie Maehler/MNI

Organizações indígenas e indigenistas publicaram nesta semana documentos que repudiam os ataques de Jair Bolsonaro aos povos indígenas e a Constituição Federal. A afirmativa de Bolsonaro foi de que “demarcação de terras indígenas, áreas de proteção ambiental, quilombolas, parques nacionais, levam a um destino que nós já sabemos, insolvência do Brasil”, além de referir-se aos povos indígenas como “massa de manobra que inviabilizam o progresso”.

As cartas publicadas em repúdio sustentam uma postura de abominação às falas de Jair Bolsonaro durante reunião com governadores da Amazônia Legal. A reunião que ocorreu em Brasília (DF) foi convocada pelo governo para debater o combate às queimadas na região amazônica. Contudo, segundo as organizações, serviu de janela para preconceitos e racismo contra as populações tradicionais.

“O que inviabiliza o Brasil é a violência, a corrupção, o Estado paralelo promovido pelas milícias que dominam parte das grandes cidades do país e a falta de investimento em educação, saúde, cultura, esporte e infraestrutura”, rebateu em nota a Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (Foirn).

Representante de 23 povos e 750 comunidades indígenas no Noroeste amazônico, a Foirn pontua que

sexta-feira, 30 de agosto de 2019

Mercosul, Brasil/Sting: discurso de Bolsonaro é incendiário e desmonta políticas ambientais


28 de agosto de 2019, 15:04 h, Brasil 247 (Brasil) https://www.brasil247.com/cultura/sting-discurso-de-bolsonaro-e-incendiario-e-desmonta-politicas-ambientais

Sting
 
O cantor inglês Sting, ativista das causas ambientais e indígenas, afirma em carta aberta publicada nas redes sociais, que o governo Jair Bolsonaro desmonta políticas ambientais no Brasil e pede atenção às queimadas na Amazônia. "Nós imploramos para ele a revisão de suas políticas e mudança de suas ações e retórica incendiária antes de ser tarde demais. Não existe tempo para tocar lira: o mundo está queimando", escreveu

quinta-feira, 2 de maio de 2019

Cientistas europeus exigem que respeito aos povos indígenas seja base de acordo com Brasil



Ataques aos povos da floresta e ao meio ambiente elevam preocupação da comunidade científica europeia; eles exigem que UE utilize acordo comercial para pressionar governo brasileiro

Subiu o alerta da comunidade científica internacional em relação à situação brasileira. Mais de 600 cientistas europeus estão exigindo um posicionamento da União Europeia (UE) em relação aos ataques do governo brasileiro ao meio ambiente e aos direitos humanos.
Em especial, o grupo mira o acordo comercial que está sendo negociado entre a União Europeia e o Mercosul. Em carta publicada nesta quinta-feira (25/4) na revista Science, os cientistas exigem que a UE torne o impacto socioambiental e o respeito aos direitos humanos temas prioritários para o acordo. A Science é uma das principais publicações científicas de âmbito internacional.

Além dos cientistas, a carta também é assinada pela Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib) e pela Cordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (Coiab), que representam mais de 300 grupos indígenas. Segundo Laura Kehoe, pesquisadora da Universidade de Oxford e uma das autoras da carta, a preocupação internacional sobre o cenário brasileiro tem crescido com as medidas recentes do governo Bolsonaro e o aumento da violência no campo.

Assustados, os cientistas resolveram utilizar a pauta econômica para pressionar a UE e, consequentemente, impactar o governo brasileiro. A carta tem apoio de parlamentares da União Europeia, e é endereçada às comissões responsáveis por esses acordos comerciais.

A União Europeia é hoje o segundo maior parceiro comercial do Brasil. E, apesar de ter mecanismos estabelecidos para promover a sustentabilidade em seus acordos bilaterais, isso não está se traduzindo nos pactos para importações de produtos brasileiros.

Um estudo aponta que a carne bovina e animal importada pela Europa do Brasil em 2011 esteve associada a mais de 1.000 km² de desmatamento - mais de 300 campos de futebol por dia. Além disso, o minério de ferro foi o produto mais negociado entre o Brasil e a UE - mais de 3 bilhões de euros em 2017 - apesar dos riscos associados a mineração no Brasil, evidenciados nas catástrofes de Mariana e Brumadinho. Outro estudo aponta que um campo de futebol foi desmatado por hora no Brasil em consequência das importações europeias entre 2005 e 2013.

“A gente quer ressaltar que não existe oposição entre conservação e desenvolvimento econômico”, afirma Kehoe. O documento explicita que a conservação das florestas é fundamental para a manutenção dos regimes de chuvas dos quais a agricultura depende e que a restauração de terras degradadas e a melhoria de sua produtividade poderiam atender à crescente demanda agrícola por pelo menos duas décadas, sem a necessidade de mais desmatamento.

“A Europa é cúmplice dos crimes cometidos em nome da produção agrícola”, afirma Sônia Guajajara, da coordenação da APIB. “A Europa e outros mercados consumidores no mundo precisam aprender a usar seu poder de consumo para garantir que direitos das populações tradicionais sejam respeitados e promover a preservação das florestas”, conclui.

Por fim, o documento faz três recomendações à União Europeia: respeitar a declaração das Nações Unidas sobre os Direitos dos Povos Indígenas, melhorar os procedimentos para rastrear commodities associadas ao desmatamento e conflitos de direitos indígenas e consultar e obter o consentimento dos povos indígenas e comunidades tradicionais para definir os critérios sociais e ambientais para as mercadorias negociadas.

ISA

https://www.socioambiental.org/pt-br/noticias-socioambientais/cientistas-europeus-exigem-que-respeito-aos-povos-indigenas-seja-base-de-acordo-com-brasil

quinta-feira, 28 de julho de 2016

Brasil/Teia realiza encontro para articular luta por terra e território no Maranhão



26 julho 2016, Conselho Indigenista Missionário-CIMI* http://www.cimi.org.br (Brasil)

A Teia de Povos e Comunidades Tradicionais do Maranhão realizou no último final de semana seu primeiro encontro, na aldeia Geralda Toco Preto, do povo Krepym Katejê, município de Itaipava do Grajaú. A mensagem foi direta: "Esses projetos que conhecemos com os nomes de Programa Grande Carajás e Plano de Desenvolvimento Agropecuário do MATOPIBA integram o modelo de desenvolvimento capitalista”.

O encontro foi permeado pela construção de estratégias comuns entre os povos e comunidades tradicionais para o enfrentamento àquilo chamado de dor da Mãe Terra. "Por isso, estamos retomando nossos territórios, revitalizando a nossa cultura, nossos rituais, nossas próprias organizações com a transmissão da sabedoria dos anciãos e anciãs às novas gerações”, diz trecho na

terça-feira, 31 de maio de 2016

Brasil/APIB divulga carta aberta ao governo interino de Michel Temer



30 maio 2016, Pravda.ru http://port.pravda.ru (Rússia)



APIB divulga carta aberta ao governo Temer contra retrocessos nos direitos indígenas


A Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib) divulgou uma carta aberta ao governo interino de Michel Temer, afirmando que não admitirá nenhum retrocesso nos direitos indígenas. Na semana passada, o ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, admitiu que poderia rever atos expedidos pelo governo de Dilma Rousseff

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Chile/Governo chileno continua sem explicar supostos benefícios do Acordo Transpacífico

30 novembro 2015, ADITAL Agência Frei Tito para a America Latina http://www.adital.com.br (Brasil)


A plataforma cidadã Chile Melhor sem TPP [o acordo econômico Transpacífico] critica o que seria "irresponsabilidade” do Governo do Chile ao pretender assinar um texto "sem ter realizado estudos que deem clareza sobre as suas consequências”. Denuncia ademais que o governo pretende assinar o Tratado sem realizar uma consulta indígena, apesar de que á convênios assinados pelo país que o obriga a levá-lo a cabo.

A Chile Melhor sem TPP questiona a rapidez do governo para assinar o Tratado, pois o Executivo anunciará, juntamente com os outros 11 países signatários, sua intenção de assiná-lo durante fevereiro de 2016. José Aylwin, do Observatório Cidadão, afirma que "a precipitação não condiz com o tempo que, para una vara democrática mínima, requer a

quarta-feira, 24 de junho de 2015

Brasil/Dilma: “Temos que ter orgulho de ser uma nação multiétnica e plural"

24 junho 2015, Vermelho http://www.vermelho.org.br (Brasil)


Os Jogos Mundiais dos Povos Indígenas, que serão realizados pela primeira vez neste ano, representam um momento único de fortalecimento da identidade cultural e de resgate e valorização das manifestações e tradições indígenas, afirmou a presidenta Dilma Rousseff nesta terça-feira (23), ao participar da cerimônia de lançamento da competição, no Estádio Nacional de Brasília Mané Garrincha.

Os jogos terão grande visibilidade, pela importância que todos vão dar a esse evento, 
como a ONU, a mídia e toda a sociedade internacional, disse Dilma. 
Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

A presidenta disse considerar que o encontro terá extrema relevância e importância, “que vai marcar a história das etnias no mundo. Daí, eu acho, a importância que todos vão dar a esse evento, como a ONU, a mídia e toda a sociedade internacional”.

O Brasil é admirado mundo afora por suas belezas naturais, pela hospitalidade do povo e, sobretudo, pela capacidade de integração com todas as culturas,

terça-feira, 9 de junho de 2015

Brasil∕Campanha quer expandir radiofonia na Terra Indígena Yanomami

9 junho 2015, ADITAL Agência Frei Tito para a America Latina http://www.adital.com.br (Brasil)


Davi Kopenawa testa uma dos aparelhos de rádio instalados

Faltam cerca 30 rádios para alcançar a meta estabelecida pela Hutukara Associação Yanomami. As pessoas podem doar qualquer valor. O objetivo é chegar a 87 rádios na Terra Indígena Yanomami, visando aprimorar os instrumentos de comunicação e fortalecer a Hutukara na defesa de seu território. A campanha

sábado, 30 de maio de 2015

Povos indígenas/SUICÍDIOS DE JOVENS INDÍGENAS MOTIVA DENÚNCIA INTERNACIONAL

27 maio 2015, ADITAL Agência Frei Tito para a America Latina http://www.adital.com.br (Brasil)


Segundo a ONU, existem 370 milhões de indígenas no mundo, sendo mais de 70 milhões de jovens. Este ano, os debates focaram nos esforços dos indígenas pelo reconhecimento dos seus direitos.

A onda de suicídios e de automutilações entre indígenas foram levados à Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York [Estados Unidos]. A tendência atinge todas as regiões do mundo e, em especial, o Ártico, as Américas e o Pacífico. Entre as causas desses atos extremos estariam: a crise gerada pelo afastamento das raízes culturais, os conflitos de terra e a negação de direitos humanos aos indígenas. A ONU recomenda uma série de ações aos países para lidarem com a questão.

Na abertura do Fórum Permanente da ONU sobre Assuntos Indígenas, realizado recentemente, o vice-secretário-geral da organização, Jan Eliasson, afirmou que 2015 representa um ano fundamental para a segurança e a prosperidade dos povos indígenas no mundo. "Agora, é o momento dos povos indígenas estarem na vanguarda de uma agenda transformadora, que

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

Brasil/DECLARAÇÃO DE GUERRA AOS POVOS INDÍGENAS DO BRASIL

5 fevereiro 2015, CIMI--Conselho Indigenista Missionário http://www.cimi.org.br (Brasil)

Fonte da notícia: Egon Heck/Cimi. Texto e Fotos


“Quando estão desarquivando a PEC 215* estão declarando guerra aos povos indígenas do Brasil. Vamos mostrar que estamos prontos para a guerra”. Essa declaração feita por um dos caciques Kayapó na audiência com o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, calou fundo no coração e sentimentos de todos os que estavam sentados na sala da Presidência. Tudo que acontecer daqui pra frente, não o será por falta de aviso.

Acabar com a PEC 215
“Acabar com a PEC 215, é isso que estamos pedindo. Cada vez mais o governo está sendo inimigo dos povos indígenas”. Disse em alto e bom tom, na língua Kayapó, um dos cinco caciques participantes da audiência. E arrematou: “Estão querendo acabar com a gente. Mas isso não vamos deixar”. O recado foi claro e contundente: em 2015 nada de PEC 215.

Um batalhão de representantes da imprensa apenas

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Brasil/DISCURSO ANTIINDÍGENA DE KÁTIA ABREU SERÁ A MARCA DA POLÍTICA INDIGENISTA DO SEGUNDO MANDATO DE DILMA?

8 janeiro 2015, Conselho Indigenista Missionário http://www.cimi.org.br (Brasil)


A Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib) manifesta publicamente a sua preocupação e repúdio às declarações dadas ao jornal Folha de S. Paulo, no último dia 5 do presente, pela senhora Kátia Abreu, latifundiária, presidente licenciada da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e ministra de Agricultura do governo Dilma. É inadmissível, o preconceito e a discriminação explicitados por esta representante do poder econômico agroexportador, inclusive contra outras organizações e movimentos sociais, que não esconde seus propósitos de restringir ou suprimir os direitos indígenas em favor do império do setor que ela representa sobre as terras e os territórios indígenas.

O discurso neocolonizador, autoritário e etnocêntrico da senhora Kátia Abreu que tenta justificar a inversão de direitos, a invasão, espoliação e esbulho das terras indígenas, dizendo que foram os índios que “saíram da floresta e passaram a descer nas áreas de produção”, preocupa, não só por

Brasil/KÁTIA ABREU, AGORA COMO MINISTRA DA AGRICULTURA DO GOVERNO DILMA, ATACA OS DIREITOS INDÍGENAS E A REFORMA AGRÁRIA!

6 janeiro 2015, Conselho Indigenista Missionário http://www.cimi.org.br (Brasil)


A senadora Kátia Abreu, nova ministra da Agricultura, Abastecimento e Pecuária, em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo teve a desfaçatez de dizer que não existe mais latifúndio no Brasil e que os conflitos fundiários com indígenas ocorreram porque "eles saíram da floresta e passaram a descer nas áreas de produção". A ministra também atacou a Funai, órgão indigenista do governo, e o Decreto 1775/96 que regulamenta o procedimento de demarcação de terras, o qual considera "inconstitucional, unilateral, ditatorial, louco, maluco". Com esse pronunciamento ela não apenas anuncia quem serão seus interlocutores no ministério, como também declara seu desconhecimento sobre a história indígena brasileira.

Apesar de todas as manifestações contrárias à indicação da senadora do Tocantins e presidente da CNA -- Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária -- ao Ministério da Agricultura, a presidente Dilma, a nomeou e garantiu a ela um cargo estratégico. Analistas políticos e os próprios políticos dirão que algumas nomeações são para assegurar a "governabilidade". No entanto, é inadmissível que uma ministra recém-nomeada, conceda uma entrevista e fale de grupos sociais e da realidade brasileira como se estivesse na cozinha da sede de uma de suas fazendas ou em um dos latifúndios que a ministra alega não existir mais no Brasil.

Ocupando o cargo de ministra da Agricultura, Kátia Abreu deveria, no mínimo, tomar conhecimento dos dados estatísticos oficiais, tais como os do Censo Agropecuário do IBGE, no qual se demonstra (já em 2006) haver concentração de 228,5 milhões de hectares de terras improdutivas nas mãos de cerca de 70 mil pessoas, sendo que

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Brasil/CIMI REPUDIA DECLARAÇÕES DA MINISTRA KÁTIA ABREU

5 janeiro 2015, Brasil de Fato http://www.brasildefato.com.br (Brasil)

Quem realmente conhece a história de nosso país sabe que não são os povos indígenas que saíram ou saem das florestas. São os agentes do latifúndio, do ruralismo, do agronegócio que invadem e derrubam as florestas, expulsam e assassinam as populações que nela vivem.

Do Cimi

O Conselho Indigenista Missionário manifesta um veemente repúdio às declarações que a ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Kátia Abreu (PMDB-TO) deu em entrevista publicada neste dia 05 de janeiro de 2015 no Jornal Folha de S. Paulo.

A ministra mais uma vez defende a Proposta de Emenda Constitucional 215/00 e tenta deslegitimar o direito dos povos indígenas sobre suas terras tradicionais arguindo a tese absurda de que “os índios saíram da floresta e passaram a descer nas áreas de produção”. Uma afirmação tão descabida e desconectada da realidade do nosso país só pode ser fruto de uma total ignorância e de uma profunda má fé.  Quem realmente conhece a história de nosso país sabe que não são os povos indígenas que saíram ou saem das florestas. São os agentes do latifúndio, do ruralismo, do agronegócio que invadem e derrubam as florestas, expulsam e assassinam as populações que nela vivem.

A “rainha da motosserra”, como a ministra da Agricultura também é conhecida, passa inclusive por ridícula ao negar o direito dos povos lembrando que “o Brasil inteiro era deles”. Não é digno de quem foi chamada a ser ministra de Estado do Brasil propagar a ideia caricata de que os povos indígenas estariam

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

CNBB*: NOTA SOBRE CONFLITO NO SUL DA BAHIA



15 novembro 2013, CIMI--Conselho Indigenista Missionário http://www.cimi.org.br (Brasil)
 
Fonte da notícia: CNBB Regional Nordeste 3

"O Senhor de todos não recuará diante de ninguém
nem se deixará impressionar pela grandeza,
porque o pequeno e o grande foi ele que os fez,
e a sua providência é a mesma para com todos ..."
(Sabedoria 6,7)

Nós, Bispos católicos do Regional Nordeste 3 da CNBB - Sergipe e Bahia -, reunidos em assembleia com agentes de pastoral e forças vivas do nosso Regional, manifestamos nossa grande preocupação pelo conflito que está ocorrendo no sul da Bahia e se agravou nesses últimos dois meses. É alarmante a violência em Buerarema, São José da Vitória, Una e Ilhéus, o que fez ser deslocada a Força Nacional para esta região. Constatamos que:

a) O Estado brasileiro não vem cumprindo a Constituição Federal, que determina que a União deveria ter concluído a demarcação das terras indígenas no prazo de cinco anos a partir de 1988. Ao não cumprir suas atribuições legais, o Estado brasileiro vem contribuindo para o agravamento das tensões na região, devendo ser responsabilizado pelas violações aos direitos humanos em curso.

b) O processo de identificação da Terra Indígena Tupinambá, no sul da Bahia

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Brasil/Índios protestam e Câmara negocia demarcação de terras



3 outubro 2013, Vermelho http://www.vermelho.org.br (Brasil) 

Após intensos protestos em frente ao Congresso Nacional nesta quarta-feira (2), um grupo com cerca de 40 caciques das mais variadas etnias indígenas foi recebido pelo presidente em exercício da Câmara dos Deputados, André Vargas (PT-PR). O encontro foi mediado por vários parlamentares, entre eles a deputada Perpétua Almeida (PCdoB-AC), que negociou o ingresso na Casa dos líderes indígenas.

O presidente em exercício da Câmara ouviu as reivindicações dos indígenas e disse que “é uma posição muito forte e nós temos a obrigação de dar respaldo a ela aqui na Casa." ( Agência Câmara)

Durante cerca de duas horas os indígenas apresentaram suas reivindicações. Entre os destaques está o pedido de anulação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 215, que transfere do Poder Executivo para o Congresso a responsabilidade para demarcação de terras indígenas.

Vargas concedeu uma entrevista coletiva, quando afirmou que o Congresso está aberto às negociações e ao entendimento com os indígenas. Ao final do encontro, Vargas recebeu das mãos do cacique Raoni um documento com as reivindicações dos povos kayapós.

Nesta quinta-feira (3), às 11 horas, um grupo de deputados irá ao encontro dos índios que estão acampados no gramado em frente ao Congresso Nacional. Na ocasião, os parlamentares receberão a lista de prioridades de todas as etnias indígenas.

Os índios exigem a manutenção do modelo atual, em que as demarcações são homologadas pelo governo federal. Diante dos protestos, a instalação da comissão especial criada para analisar a proposta acabou sendo suspensa pelo presidente da Câmara, deputado Henrique Alves, na terça-feira (1º).

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

Brasil/Direitos dos povos indígenas não podem ser cumpridos pela metade, defende advogado


«Nós somos acusados de invasores dentro da nossa própria terra, discriminados e caluniados. Isso tem que ter um fim» -- advogada Joênia Batista de Carvalho, da etnia Wapichana
(Foto de arquivo)



Amanda Cieglinski, repórter da Agência Brasil

27 agosto 2008/Agência Brasil http://www.agenciabrasil.gov.br

Brasília - Em defesa da demarcação contínua da Terra Indígena Raposa Serra do Sol, em julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF ), o advogado representante da comunidade indígena Socó Paulo Machado Guimarães defendeu há pouco, no plenário da Corte, que o direito dos povos indígenas não podem ser cumpridos "pela metade".

“Demarcações em ilhas não existe. Ou se demarca por ato administrativo correto, ou não se demarca. Não existe meio termo ao respeito do direito constitucional dos povos indígenas”, argumentou.

Guimarães afirmou ainda que o procedimento administrativo, iniciado em 1977, não prosseguia, porque há “fortes interesses econômicos, políticos e de estados envolvidos”. O advogado também defendeu a validade do laudo antropológico que determina a posse da terra aos índios.

“É um trabalho de perito, que na ciência social só tem uma pessoa que possa fazer: o antropólogo. Ele é o único que detém o conhecimento científico para isso. O estudo foi feito e confirmou a presença da ocupação tradicional”, explicou.

Em seguida, a advogada e índia Joênia Batista de Carvalho, da etnia Wapichana, falou pelas Comunidades Indígenas Barro, Maturuca, Jawari, Tamanduá, Jacarezinho e Manalai. É a primeira vez que um índio sobe à tribuna para fazer uma sustentação oral na história do Supremo. “Estamos há mais de 30 anos esperando a conclusão desse processo e, nesse tempo, 21 lideranças indígenas foram assassinadas, várias ameaças foram feitas e registradas pelas autoridades. Nós somos acusados de invasores dentro da nossa própria terra, discriminados e caluniados. Isso tem que ter um fim”, afirmou.

A advogada pediu que a terra não seja retalhada em pedaços. Para ela, a demarcação descontínua coloca em risco não só a cultura dos povos indígenas, mas também a conservação ambiental da região. “Em maio o Ibama apresentou uma multa de mais de R$ 300 milhões pelos impactos ambientais causados pelos arrozeiros. Mas eles continuam plantando”, contestou.

http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2008/08/27/materia.2008-08-27.8167938981/view

sexta-feira, 30 de novembro de 2007

Brasil/Nota da Apoinme em apoio a Dom Luiz Cappio

Povos indígenas: "Solidariedade e apoio ao grande guerreiro Dom Luiz Flávio Cappio"
A Articulação dos Povos Indígenas do Nordeste, Minas Gerais e Espírito Santo - APOINME vem a público manifestar a sua solidariedade e apoio ao grande guerreiro Dom Luiz Flávio Cappio pela brava coragem de estar em seu terceiro dia de jejum em protesto ao projeto de transposição do Rio São Francisco o nosso Rio "Opará". Aproveitamos para manifestar também o nosso repúdio a este projeto e a postura arbitrária e covarde do presidente Lula em viabilizar a execução do projeto de transposição através das forças armadas do Brasil (Exército) ressuscitando a memória da ditadura militar.
Sendo o Brasil signatário da Convenção 169 da OIT (Organização Internacional do Trabalho) deveria promover uma consulta prévia junto aos povos indígenas que serão impactados pela transposição, são eles:
Tumbalalá na Bahia,Truká, Pipipã e Kambiwá em Pernambuco, Tapeba e Anacé no Ceará, para o consentimento livre e informado, cuja Convenção 169 garante aos povos indígenas. No entanto, vemos claramente que o presidente da República (Lula) bem como a grande maioria dos parlamentares que compõem o Congresso Nacional que não respeitam nem Constituição Federativa Brasileira lei maior do Brasil que dirá uma convenção internacional.
Mas, mesmo diante do autoritarismo do Governo Federal não podemos desistir de lutar e neste sentido lembramos a todos e todas que lerem essa mensagem que defender o Rio Opará (São Francisco) é uma tarefa não só dos povos e comunidades ribeirinhas e da bacia do rio, mas sim, uma responsabilidade e dever da sociedade brasileira. Por tanto reerguemos a nossa bandeira de luta "Revitalização sim, Transposição não", não podemos aceitar a implementação de um modelo de desenvolvimento a todo custo.

29 de novembro de 2007

Brasil/Jogos indígenas representam oportunidade para tribos resgatarem raízes

Foto: Apresentação de dança da etnia Pataxó, na nona edição dos Jogos dos Povos Indígenas

Isabela Vieira, enviada especial/Agência Brasil

Olinda (PE), 29 novembro 2007 - Além da competição esportiva, os Jogos dos Povos Indígenas, cuja edição atual está sendo realizada em Olinda (PE), representa uma oportunidade de resgate das raízes culturais. A avaliação é do dirigente do Comitê Intertribal – Memória e Ciência Indígena, Marcos Terena.
"Não se trata apenas de competições de índio contra índio. Por reunir várias etnias [44 nesta edição], os Jogos são uma possibilidade de os povos observarem como os outros mantêm a cultura tradicional e buscarem fazer o mesmo", explica Terena. "Muitos voltam para as aldeias com vontade de recuperar festas, cantos e os próprios esportes."
Entre os índios que perderam costumes e tradições, está o povo Pataxó. Eles vivem em 25 aldeias na Bahia, em Minas Gerais e no Espírito Santo. Com a ajuda de antropólogos e lingüistas, encontros entre as aldeias buscam resgatar a tradição.
"Nas festas das aldeias vão os velhos, os professores, pesquisadores da pintura, de músicas antigas e dos rituais", diz o jovem líder Raoni Pataxó. "Tentamos recuperar o que foi perdido há muito tempo", disse Raoni, ao citar como exemplo o idioma Patxohãe, que tem influência línguas de outros povos como os Maxacali.
Segundo ele, seu povo perdeu a identidade com a colonização – quando foram dizimados por doenças e proibidos de falar a língua nativa e de praticar rituais. O processo, segundo ele, mantém-se nos dias atuais por causa de mortes decorrentes de conflitos pela posse da terra, que não é demarcada. "Isso tudo representa uma perda muito grande", avalia Raoni.
Na antropologia, a recuperação da cultura, processo pelo qual passa o povo Pataxó, é chamada de ressurgimento. Nesta fase, eles buscam definir a identidade, com base em elementos históricos próprios e da imagem do índio na sociedade e em outras culturas indígenas.
"Com a miscigenação e toda a violência que sofreram, os índios do Nordeste precisam dialogar com as outras sociedades indígenas para serem aceitos dentro do cenário nacional", explica o antropólogo Thiago Garcia, da Coordenação de Educação Escolar Indígena do Ministério da Educação, que acompanha iniciativas como a dos Pataxó.
O intercâmbio com outras culturas indígenas, no entanto, às vezes pode provocar incômodos. Alguns povos indígenas consideram que alguns rituais são "apropriações" de outras culturas. "O Xingu mostrava a cultura bonita para os parentes e imitavam nossa pintura", diz o velho Jakalo, líder do povo Kuikuro. "Hoje eles estão voltando a ter a cultura deles. Então fica tudo bem."