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quinta-feira, 24 de março de 2016

Brasil/TEORI NÃO SE ACOELHOU: O FASCISMO ATACA SUA FAMÍLIA



23 março 2016, Carta Maior EDITORIAL http://cartamaior.com.br (Brasil)



por: Saul Leblon

Insultaram Dilma, depois Mantega, em seguida o ex-ministro Padilha, Lula, Jacques Wagner e agora o filho de um ministro do STF, Teori Zavascki.

Nazistas marcavam as casas dos judeus com uma estrela de David; era a senha: ali seriam colhidas as vítimas para os campos de concentração, seus bens seriam pilhados, a casa expropriada, sua existência física e civil dissolvida no estado de exceção.

Hoje o método eletrônico é mais eficaz e fulminante:  fornece-se o endereço das vítimas na rede  -- como fez o roqueiro Lobão com o filho do Ministro do STF, Teori Zavascki, que teve a sua casa cercada por bandos raivosos nesta noite de terça-feira.

Ato contínuo, milícias cevadas diuturnamente pelo ódio midiático destilado contra o PT, os partidos, a política e, portanto, o Estado de Direito, as garantias individuais e a democracia, saem sedentas de tacape nas mãos para fazer o que é preciso.
  
Seguem o exemplo de

sábado, 19 de abril de 2014

AS CONTAS PENDENTES DA DITADURA NA ARGENTINA

14 abril 2014, Carta Maiorhttp://www.cartamaior.com.br (Brasil)

Em Genebra foi analisada a cumplicidade econômica com a ditadura argentina, com a participação de especialistas internacionais.


Horacio Verbitsky, Página/12

A investigação sobre os cúmplices econômicos da ditadura que governou a Argentina entre 1976 e 1986 marca um momento de maturidade da democracia que a sucedeu. No julgamento das Juntas Militares, em 1985, essa cumplicidade foi analisada com certo detalhe, mas sem que isso tivesse consequências penais ou administrativas, porque a democracia argentina era frágil e o neoliberalismo prevalecia no mundo. 

Foi logo depois da crise de final de século e da bancarrota desse modelo que se tornou possível incluir na necessária prestação de contas os instigadores do golpe militar, os autores de seu programa de reformatação econômica da sociedade, os participantes dos crimes e os beneficiados das políticas aplicadas. Em 2012, o ex-ditador Jorge Videla decidiu falar sobre aqueles anos em termos diferentes dos habituais. Em entrevistas a um jornalista espanhol e dois argentinos, disse que, com a reeleição da presidente Cristina Kirchner, havia perdido as últimas esperanças, por isso desejava deixar clara sua posição sobre o regime que conduziu enquanto chefe do Exército e da Junta Militar e presidente interino.

Pela primeira vez, admitiu que entre sete e oito mil pessoas detidas e desaparecidas foram assassinadas, e revelou que, para isso, os militares contaram com a ação de importantes setores da sociedade. Entre eles mencionou o setor empresarial “que nos pedia que matássemos outros 10 mil”.