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segunda-feira, 2 de setembro de 2019

Mercosul, Brasil/Para organizações indígenas, manifestações de Bolsonaro baseiam-se em “ignorância e racismo”


29/08/2019, Conselho Indigenista Missionário-Cimi* (Brasil) https://cimi.org.br/2019/08/para-organizacoes-indigenas-manifestacoes-de-bolsonaro-baseiam-se-em-ignorancia-e-racismo/

Por Ascom Cimi

Povos indígenas repudiam ataques preconceituosos de Bolsonaro, que afirmou que demarcações “inviabilizam o Brasil”

Foto: Katie Maehler/MNI

Organizações indígenas e indigenistas publicaram nesta semana documentos que repudiam os ataques de Jair Bolsonaro aos povos indígenas e a Constituição Federal. A afirmativa de Bolsonaro foi de que “demarcação de terras indígenas, áreas de proteção ambiental, quilombolas, parques nacionais, levam a um destino que nós já sabemos, insolvência do Brasil”, além de referir-se aos povos indígenas como “massa de manobra que inviabilizam o progresso”.

As cartas publicadas em repúdio sustentam uma postura de abominação às falas de Jair Bolsonaro durante reunião com governadores da Amazônia Legal. A reunião que ocorreu em Brasília (DF) foi convocada pelo governo para debater o combate às queimadas na região amazônica. Contudo, segundo as organizações, serviu de janela para preconceitos e racismo contra as populações tradicionais.

“O que inviabiliza o Brasil é a violência, a corrupção, o Estado paralelo promovido pelas milícias que dominam parte das grandes cidades do país e a falta de investimento em educação, saúde, cultura, esporte e infraestrutura”, rebateu em nota a Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (Foirn).

Representante de 23 povos e 750 comunidades indígenas no Noroeste amazônico, a Foirn pontua que

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Brasil/TAMUATÉ-AKI MOBILIZAÇÃO NACIONAL INDÍGENA

2 dezembro 2014, Rede Gota (Brasil)

Querem mudar a constituição, liberar as Terras Indígenas para exploração de minério, energia, monocultura. Já imaginou o que isso representa?

Todo poder emana do povo em em seu nome deve ser exercido, vamos fazer valer a nossa Constituição.


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Brasil/E A LUTA CONTINUA: AUMENTAM AS AMEAÇAS AOS POVOS ORIGINÁRIOS DO BRASIL
30 janeiro 2015, CIMI--Conselho Indigenista Missionário http://www.cimi.org.br (Brasil)

O ano de 2015 apresenta graves ameaças e importantes desafios aos povos indígenas do Brasil. A vitória na batalha relativa à Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 215/00, no final de 2014, foi emocionante e enaltecedora, mas não decretou o fim dos ataques e da guerra imposta pelos ruralistas e demais inimigos contra os povos e seus direitos fundamentais.

Fortalecidos por vultosos financiamentos subsidiados com recursos públicos e abastecidos com doações milionárias de grandes corporações, inclusive multinacionais, o ruralismo saiu ainda maior das urnas em 2014. Sedentos, insaciáveis e raivosos, tudo indica que

segunda-feira, 30 de junho de 2014

Brasil∕Grupo indígena faz rap em guarani para imortalizar idioma

29 junho 2014, Vermelho (Brasil)

Por Camila Moraes, no Opera Mundi

"É a mesma coisa que a gente chegar na casa de alguém e falar: 'eu descobri essa casa’. É que nem se fosse assim aqui, nas histórias”. A frase é de Charlie, integrante dos Brô MCs, grupo indígena de rap que é original de uma cidadezinha próxima de Dourados (Mato Grosso do Sul), na divisa do Brasil com o Paraguai. 

VIDEO


Na dúvida se ele está falando da colonização da América do Sul ou da constante invasão e degradação de terras indígenas no país, esclarece-se: das duas coisas. O tratamento de exclusão e desrespeito que se dá aos índios por aqui é o mesmo desde 1500, e é contra que cantam os Brô MCs. E em idioma original.

A banda faz um rap diferente, misturando bases clássicas com instrumentos de origem guarani kaiowá e toques da musical brasileira.

sábado, 10 de maio de 2014

Brasil/O DIA DO ÍNDIO SERÁ QUANDO RECUPEREMOS NOSSAS TERRAS

9 maio 2014, Diálogos do Sul http://www.dialogosdosul.org.br (Brasil)

Marta Molina*

No Brasil, dia 19 de abril se celebra o “Dia do Índio”, uma data de celebração imposta pelos brancos para supostamente recordar a importância das culturas indígenas para o país.

Porém, os indígenas Guarani de São Paulo dizem que novamente neste ano não tiveram nada que comemorar. “Esse foi o dia em que nos acostumamos a ser enganados. Cada dia 19 de abril os governos promovem festas para os índios e tentam que a gente comemore algo quando não há nada que celebrar”, comentam os integrantes de vária aldeias guarani situadas na região metropolitana da megalópoles brasileira.


Em São Paulo os indígenas guarani lutam e resistem cada dia para que lhes deixem viver a sua maneira, em paz, com sua cultura e em sua terra. Porém, apesar de estar próximos da grande cidade,

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Brasil/Governo promete 100 decretos de reforma agrária até o fim do ano



17 outubro 2013, Rede Brasil Atual http://www.redebrasilatual.com.br (Brasil)

Dilma aproveita cerimônia sobre agroecologia para defender que modelo anterior de assentamento de famílias estava equivocado e que agora há cuidado maior em processos

Roberto Stuckert Filho, Planalto

Dilma saiu em defesa de Pepe Vargas (e), alegando que o processo de reforma agrária ganhou qualidade

São Paulo – O governo federal aproveitou cerimônia de lançamento de plano voltado à agroecologia para tentar desfazer o mal-estar criado pela prioridade a políticas de estímulo ao agronegócio. Ao lado de Dilma Rousseff, o ministro do Desenvolvimento Agrário, Pepe Vargas, disse que vai publicar até o fim do ano 100 decretos de desapropriação de terras para

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Brasil/Índios protestam e Câmara negocia demarcação de terras



3 outubro 2013, Vermelho http://www.vermelho.org.br (Brasil) 

Após intensos protestos em frente ao Congresso Nacional nesta quarta-feira (2), um grupo com cerca de 40 caciques das mais variadas etnias indígenas foi recebido pelo presidente em exercício da Câmara dos Deputados, André Vargas (PT-PR). O encontro foi mediado por vários parlamentares, entre eles a deputada Perpétua Almeida (PCdoB-AC), que negociou o ingresso na Casa dos líderes indígenas.

O presidente em exercício da Câmara ouviu as reivindicações dos indígenas e disse que “é uma posição muito forte e nós temos a obrigação de dar respaldo a ela aqui na Casa." ( Agência Câmara)

Durante cerca de duas horas os indígenas apresentaram suas reivindicações. Entre os destaques está o pedido de anulação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 215, que transfere do Poder Executivo para o Congresso a responsabilidade para demarcação de terras indígenas.

Vargas concedeu uma entrevista coletiva, quando afirmou que o Congresso está aberto às negociações e ao entendimento com os indígenas. Ao final do encontro, Vargas recebeu das mãos do cacique Raoni um documento com as reivindicações dos povos kayapós.

Nesta quinta-feira (3), às 11 horas, um grupo de deputados irá ao encontro dos índios que estão acampados no gramado em frente ao Congresso Nacional. Na ocasião, os parlamentares receberão a lista de prioridades de todas as etnias indígenas.

Os índios exigem a manutenção do modelo atual, em que as demarcações são homologadas pelo governo federal. Diante dos protestos, a instalação da comissão especial criada para analisar a proposta acabou sendo suspensa pelo presidente da Câmara, deputado Henrique Alves, na terça-feira (1º).

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Brasil/Indígenas conseguem suspender matérias até final do mês



15 agosto 2013, Vermelho http://www.vermelho.org.br (Brasil)

Após várias audiências e manifestações, esta semana em Brasília, parlamentares e lideranças indígenas que fazem parte do Grupo de Trabalho de Terras Indígenas, conseguiram do presidente da Câmara, deputado Henrique Alves (PMDB-RN), o compromisso de manter suspensa, até o final de agosto, a tramitação de matérias que contrariam os interesses dos indígenas.


As lideranças indíegnas participaram de várias audiência, manifestações e reuniões na Câmara esta semana.

As propostas legislativas são consideradas inconstitucionais, pela Frente Parlamentar de Apoio aos Povos Indígenas e entidades de proteção aos direitos garantidos a eles na Constituição Federal, como a Apib (Articulação dos Povos Indígenas do Brasil) e Cimi (Conselho Indigenista Missionário).

Uma delas é a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que transfere do Executivo para o Legislativo a decisão final sobre demarcação de terras indígenas. Para juristas como Dalmo Dallari, que na terça-feira (13) participou de debate promovido pelo GT e pela Comissão de Legislação Participativa (CLP), a matéria é “escancaradamente” inconstitucional.

Brasil/RELATÓRIO FIGUEIREDO EXPLICITA QUE O PASSADO DE MASSACRE AOS INDÍGENAS SE REPETE HOJE



21 junho 2013, CIMI Conselho Indigenista Missionário http://www.cimi.org.br (Brasil)


Patrícia Bonilha, Brasília

Muitas referências estão sendo feitas entre atos ocorridos na época da ditadura e os dias de hoje, principalmente em relação aos povos indígenas e outras comunidades tradicionais. Considerados – ontem e hoje - obstáculos para o desenvolvimento, eles são desrespeitados e têm seus modos de vida severamente impactados para que mega projetos, principalmente de infraestrutura, sejam implementados. Em Audiência Pública realizada na Câmara dos Deputados ontem (20), Cleber Buzatto, Secretário Executivo do Conselho Indigenista Missionário (Cimi), afirmou que a mesma ânsia desenvolvimentista da época da ditadura que cometeu verdadeiros massacres contra os indígenas repete-se agora, manifestados tanto em atos de ataques e violência física como em violações e retrocesso nos direitos conquistados na Constituição de 1988.

O objetivo da audiência foi discutir as impactantes informações do recém encontrado Relatório Figueiredo que, em mais de 7 mil páginas, investigou massacres e torturas de povos indígenas no interior do Brasil que tiveram participação direta do extinto Serviço de Proteção ao Índio (SPI). Concluído em 1967, em plena ditadura militar, o Relatório já é considerado um dos documentos mais importantes produzidos pelo Estado brasileiro no último século.