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terça-feira, 15 de março de 2016

Brasil/A LUTA É DE VIDA OU MORTE (PORQUE LULA É BRICS)



13 março 2016, Pátria Latina http://www.patrialatina.com.br (Brasil)

Pepe Escobar, RT

Traduzido pelo Coletivo da Vila Vudu

“BRICS” é a sigla mais amaldiçoada no eixo av. Beltway [onde ficam várias instituições do governo dos EUA em Washington]-Wall Street, e por razão de peso: a consolidação dos BRICS é o único projeto orgânico, de alcance global, com potencial para afrouxar a garra que o Excepcionalistão mantém apertada no pescoço da chamada “comunidade internacional”.

Assim sendo, não é surpresa que as três potências chaves dos BRICS estejam sendo atacadas simultaneamente, em várias frentes, já faz algum tempo. Contra a Rússia, a questão é a Ucrânia e a Síria, a guerra do preço do petróleo, o ataque furioso contra o rublo e a demonização ininterrupta da tal “agressão russa”. Contra a China, a coisa é uma dita “agressão chinesa” no Mar do Sul da China e o (fracassado) ataque às Bolsas de Shanghai/Shenzhen.

O Brasil é o elo mais fraco dessas três potências emergências crucialmente importantes. Já no final de 2014 era visível que os suspeitos de sempre fariam qualquer coisa para desestabilizar a sétima maior economia do mundo, visando a uma boa velha ‘mudança de regime’. Para tanto criaram um coquetel político-conceitual tóxico (“ingovernabilidade”), a ser usado para jogar de cara na lama toda a economia brasileira.

Há incontáveis razões para o golpe, dentre elas: a consolidação do Banco de Desenvolvimento dos BRICS; o impulso concertado entre os países BRICS para negociarem nas respectivas moedas, deixando de lado o dólar norte-americano e visando a construir outra moeda global de reserva que tome o lugar do dólar; a construção de um cabo submarino gigante de telecomunicações por fibra ótica que conecta Brasil e Europa, além do cabo BRICS, que une a América do Sul ao Leste da Ásia – ambos fora de qualquer controle pelos EUA.

E acima de tudo, como sempre, o desejo pervertido obcecado do Excepcionalistão: privatizar a imensa riqueza natural do Brasil. Mais uma vez, é

segunda-feira, 30 de novembro de 2015

POR QUE A TURQUIA APUNHALOU A RÚSSIA PELAS COSTAS

29 novembro 2015, Tlaxcala http://www.tlaxcala-int.org (México)
Tlaxcala, the international network of translators for linguistic diversity
Courtesy of Blog do Alok Translated by  Coletivo de tradutores Vila Vudu

Pepe Escobar ПепеЭскобар 

Os objetivos de Rússia e Turquia na luta contra o grupo 'Estado Islâmico' são diametralmente opostos.

É absolutamente impossível compreendermos por que o governo turco abraça a estratégia suicidária de derrubar um SU-24 russo sobre território sírio – tecnicamente uma declaração de guerra da OTAN à Rússia –, sem a considerarmos no contexto real o jogo de poder de Erdogan no norte da Síria. 

O presidente Vladmir Putin disse que a derrubada do jato russo havia sido uma "punhalada nas costas". Vejamos como os fatos em solo levaram àquela punhalada. 

Ancara usa, financia e arma uma coleção de grupos extremistas em todo o norte da Síria, e precisa, a qualquer custo, manter abertas linhas de suprimentos para eles a partir do sul da Turquia; afinal, tudo de que aqueles grupos tem de fazer é conquistar Aleppo, o que abriria caminho para o Santo Graal de Ancara: a 'mudança de regime' em Damasco.

Ao mesmo tempo, Ancara teme mortalmente as YPG – Unidades de Proteção do Povo Curdo Sírio – organização irmã do PKK, partido curdo de esquerda. Esses todos têm de ser contidos a qualquer preço. 

Assim sendo, o grupo 'Estado Islâmico' – contra o qual a ONU declarou guerra – é apenas um detalhe, na estratégia geral de Ancara, dirigida, essencialmente a combater, conter ou mesmo bombardear curdos; a apoiar de todas as maneiras os Takfiris e jihadistas-salafistas, inclusive o grupo 'Estado Islâmico'; e a conseguir mudança de regime em Damasco. 

Não supreendentemente, os curdos sírios das YPG são fortemente demonizados na Turquia, acusados de, no mínimo, tentarem fazer uma limpeza étnica nas vilas árabes e turcomenas no norte da Síria. 

O que os curdos sírios estão tentando – e, para grande alarme em Ancara, apoiados de certo modo pelos EUA –, é conectar o que, por enquanto são três áreas separadas de terra curda no norte da Síria. 

Exame rápido, mesmo nesse mapa turco imperfeito, basta para mostrar como duas daquelas áreas curdas (em amarelo) estão já conectadas, a nordeste. Para conseguir isso, os curdos sírios, com ajuda do PKK, derrotaram o grupo 'Estado Islâmico' em Kobani e arredores. Para conseguir a terceira área da terra que consideram deles, os curdos sírios têm de chegar a Afryn. Mas no caminho (em azul) há várias cidades turcomenas ao norte de Aleppo.


Essas terras turcomenas são gigantescamente importantes. É precisamente aí, até 35 km para dentro da Síria, que Ancara sonha com instalar a sua chamada "zona segura", que será na prática uma zona aérea de exclusão, em território sírio, ostensivamente para abrigar refugiados sírios, e com tudo pago pela Comissão Europeia, que já desbloqueou 3 bilhões de euros, que podem ser

quinta-feira, 26 de novembro de 2015

BRICS, БРИКС/A GUERRA DO SULTÃO ERDOGAN… CONTRA A RÚSSIA

26 novembro 2015,Pátria Latina http://www.patrialatina.com.br (Brasil)


Vamos diretamente ao ponto. A ideia de que a Turquia, servindo-se de um F-16 fabricado nos EUA, derrubaria um SU-24 russo, sem ter antes pedido (e recebido) “apoio” de Washington, é absolutamente inverossímil.
A Turquia não passa de estado-vassalo, braço oriental da OTAN, que por sua vez é o braço europeu do Pentágono. O Pentágono até já negou tudo – negativa que, considerando o seu currículo de fracassos estratégicos espetaculares, não pode ser aceito pelo que parece ser. Muito plausivelmente, pode ter sido disputa por poder entre os generais neoconservadores que comandam o Pentágono, aliados ao governo Obama infestado de neoconservadores.
O cenário privilegiado contudo é de uma Turquia-vassala liderada pelo Sultão Erdogan, que arrisca tudo numa missão suicida, movida por seu próprio total atual desespero.
Aqui, agora, o raciocínio pervertido de Erdogan, resumido num parágrafo. A tragédia de Paris foi golpe terrível. A França começou a discutir uma cooperação militar mais estreita, não dentro da OTAN, mas com a Rússia. O objetivo nunca confessado de Washington sempre foi pôr a OTAN dentro da Síria. Metendo a Turquia/OTAN atropeladamente dentro da Síria; atacando a Rússia e provocando resposta duríssima da Rússia, Erdogan tenta atrair a OTAN para dentro da Síria sob o pretexto (art. 5º) de defender a Turquia.
Por mais perigosamente Baía-dos-Porcos que pareça, nada tem a ver com 3ª Guerra Mundial – como propagandistas apocalípticos já se puseram a ladrar. Tudo gira em torno de saber se estado que apoia/financia/arma a nebulosa salafista-jihadista recebeu autorização para destruir os jatos russos que estão reduzindo a lixo seus preciosos caminhões-tanques transportadores de petróleo roubado.
Casado com a (Erdogan) máfia
O presidente Putin diagnosticou com precisão: “foi tiro pelas costas”. Porque tudo já indica que tenha sido uma emboscada: os jatos turcos estavam na verdade à espera dos SU-24s. Com câmeras da TV turca já distribuídas para

segunda-feira, 16 de novembro de 2015

MASSACRE DE 13/NOV EM PARIS: CUI BONO ?

15 novembro 2015, Resistir.info http://resistir.info (Portugal)

por Pepe Escobar

Ontem à noite as coisas mudaram de repente em Paris . A evidência disponível sugere que os assaltos foram executados por um grupo de assassinos profissional que, entre outras armas, utilizou bombas vivas. A mensagem de hoje de Pepe Escobar na sua página do Facebook lança alguma luz sobre o simbolismo e o momento do massacre.

Examinando uma tonelada de reportagens descobri um cidadão dinamarquês que descrevia um dos atacantes: ultra-profissional, de negro da cabeça aos pés, AK-47, muito bem treinado. Este não fazia parte dos habituais bombistas camuflados de al-Zawahiri; era um assassino de precisão. Ele abandonou a cena sem ser perturbado e, ao contrário do que diz a polícia francesa, pode não ter sido capturado: Não usava colete de suicida.

A inteligência francesa jura que está a monitorar pelo menos 200 cidadãos nacionais que voltaram do "Siraque". Conversa acerca de um trabalho péssimo. Paris é hiper-policiada. Considere a ideia admirável de pelo menos oito jihadistas a passear à vontade numa sexta-feira à noite vestidos como assassinos profissionais.

Eles escolheram um conjunto de locais fortemente

sábado, 14 de novembro de 2015

PENTÁGONO: IMPÉRIO DAS LAMÚRIAS

11 novembro 2015, Tlaxcala http://www.tlaxcala-int.org (México)
Tlaxcala, the international network of translators for linguistic diversity




"Para que servem tantos serviços de inteligência, se induzem as próprias autoridades 
a sempre repetir as mesmas sandices? [Ash] Carter que meça suas palavras."
                                                                                              

Donald "sabidos não sabidos" Rumsfeld era osso duro ("cu de ferro", comoPapai Bush diria). O parceiro dele de neoconservadorismo e atual El Supremo do Pentágono Ash Carter – cujo emprego só durará pouco mais de um ano – corre o risco, hoje, de ficar com fama de diva-no-desvio.

Depois de oito dias viajando pela Ásia, Ash atingiu a Biblioteca Presidencial Ronald Reagan em Simi Valley, Califórnia, feito um míssil balístico desgovernado de se-lamentação. E acertou onde mais lhe dói: a parceria estratégica Rússia-China. Como aquela gente se atreve? Qualquer coisa, mas NÃO pisem nos meus sapatos azuis à Pentágono [orig. Don’t you step on my blue [suede] shoes (NTs)].

E a Rússia é culpada por praticar "atividades desafiantes" no mar, no ar, no espaço e no ciberespaço. E isso sem falar de "sacudir sabres nucleares". 

Ash mais uma vez enumerou todos aqueles "pilares da ordem internacional" que Rússia-China, diz ele, estariam violando: resolução pacífica de disputas, liberdade ante a coerção, respeito à soberania do Estado e à liberdade de navegação. Considerando o currículo dos feitos recentes do Excepcionalistão no Afeganistão, Paquistão, Iraque, Líbia, Síria em latitudes sortidas, sempre se pode contar com o Pentágono para enriquecer os anais do hiper-irrealismo.

O
 Dr. Fantástico, digo, aquele Yo, El Supremo[1] da OTAN general Philip Breedlove, já entregou, publicamente, que não tem nem ideia do que Putin está fazendo na Síria. Ash, patrão dele, subiu a aposta: Putin "não pensou com muita atenção sobre" os próprios objetivos na Síria, e essa abordagem é "muito fora de rota". Com certeza, porque um mês de ataques russos fez mais para minar as forças do  ISIS/ISIL/Daesh que mais de um ano da "rota" seguida pela Coalizão dos Oportunistas Finórios (COF) liderada pelos EUA (COFUSA), que conta com

segunda-feira, 26 de outubro de 2015

IMPÉRIO DO CAOS EM TOTAL PANDEMÔNIO

25 outubro 2015, Правда.Ру, Pravda.ru http://www.pravda.ru (Россия, Rússia)

Pepe Escobar
22 outubro 2015, Sputnik News

A zona aérea de exclusão já existe na Síria. É controlada pela Rússia e Washington não tem como invadi-la ou interferir nela.

A OTAN está desesperada. O Pentágono está desesperado. Imaginem acordar um dia em Washington e Bruxelas, só para descobrir que a Rússia tem a capacidade técnica necessária para invadir e desarticular -- detectar, rastrear, desabilitar, destruir -- todo o equipamento eletrônico da OTAN numa área de 600 km sobre a Síria (e o sul da Turquia).

Imaginem o pesadelo de ter o radar russo Richag-AV invadindo e desarticulando camada após camada e o sonar invadindo e desarticulando todos os sistemas montados em helicópteros e navios, desarticulando tudo que haja por ali, rastreando e localizando toda e qualquer fonte existente de radiação eletromagnética. Não só na Síria, mas também na Ucrânia.

O tenente-general Ben Hodges, comandante das unidades do Exército dos EUA na Europa, foi forçado, mesmo, a descrever as capacidades russas para guerra eletrônica na Ucrânia como "descomunais" [orig. eye-watering]."

Por sua vez, colhida no fogo cruzados como patas chocas ou galinhas sem cabeça, aquele gigantesco porta-aviões ideológico conhecido como

domingo, 18 de outubro de 2015

BRICS, БРИКС/PUTIN COLOCA WASHINGTON EM XEQUE

10 outubro 2015, Odiario.info http://www.odiario.info (Portugal)


Pode ser que a arrogância e a agressão imperialista no Médio Oriente, no Norte de África, na Ucrânia, cujas consequências recaem sobre os povos em causa mas começam também a recair pesadamente sobre a Europa, desencadeie um processo de corrosão do próprio poder imperial de Washington.

«Não podemos mais tolerar o estado das coisas no mundo» Presidente Vladimir Putin”

Na última quarta-feira (28.Set.2015) o mundo constatou a diferença entre a Rússia e Washington. A abordagem de Putin baseia-se na verdade; a de Obama consiste em inúteis bravatas e mentiras, e as mentiras de Obama estão em vias de se esgotar.

Pelo facto de dizer a verdade num tempo em que enganar é universal, Putin realizou um acto revolucionário. Referindo-se à mortandade, destruição e caos que Washington trouxe ao Médio Oriente, Norte de África e Ucrânia, e às forças jihadistas extremistas que desencadeou, Putin perguntou a Washington: «Têm consciência do que fizeram?».

A pergunta de Putin recorda-me a que Joseph Welch colocou ao caçador de bruxas Senador Joseph McCarthy: «O senhor não tem qualquer sentido do que é decente?». Atribui-se à pergunta de Welch o início do declínio da carreira de McCarthy.

Talvez a pergunta de Putin venha a ter o mesmo impacto, e ponha

BRICS, БРИКС/DEEM BOM-DIA AOS MEUS MÍSSEIS CRUZADORES

14 outubro 2015, Правда.Ру, Pravda.ru http://www.pravda.ru (Россия, Rússia)

Pepe Escobar
Asia Times, 12/10/2015

O Novo Grande Jogo na Eurásia avançou saltos e saltos semana passada, depois que a Rússia disparou 26 mísseis cruzadores, do Mar Cáspio, contra 11 alvos no ISIS/ISIL/Daesh por toda a Síria e destruiu todos. Esses ataques do mar foram a primeira vez, que se saiba, em que foram usados operacionalmente os mísseis cruzadores estado-da-arte SSN-30A Kalibr.

O Pentágono só pôde mesmo lançar olhar enviesado, sobre o ombro, acompanhando o voo dos mísseis Kalibr -- que acertam alvos localizados a 1.500km de distância. Aí está. Mensagem curta, clara, compacta de Moscou, dirigida ao Pentágono e à OTAN. Querem meter-se conosco, caras? Talvez, quem sabe, com aqueles porta-aviões enormes e pesadões?

Mais que isso, além de implantar o que é uma zona de exclusão aéreade facto sobre a Síria e o sul da Turquia, o cruzador Moskva, da Marinha Russa, que transporta 64 mísseis S-300 mar-ar, está agora ancorado em Latakia.

As proverbiais fontes anônimas nos EUA entraram em surto de hiperatividade, espalhando 'noticiário' segundo o qual os russos tiveram quatro mísseis que 'perderam o rumo' e caíram no Irã. O Alto Comando da Rússia riu delas: todos os mísseis atingiram o alvo, dentro do raio previsto de 2,40m em torno do ponto demarcado.

O Pentágono nem sabia que o Kalibr pode ser disparado de

quarta-feira, 14 de outubro de 2015

BRICS, БРИКС/DEEM BOM-DIA AOS MEUS MÍSSEIS CRUZADORES

14 outubro 2015, Правда.Ру, Pravda.ru http://www.pravda.ru (Россия, Rússia)

Pepe Escobar
Asia Times, 12/10/2015

O Novo Grande Jogo na Eurásia avançou saltos e saltos semana passada, depois que a Rússia disparou 26 mísseis cruzadores, do Mar Cáspio, contra 11 alvos no ISIS/ISIL/Daesh por toda a Síria e destruiu todos. Esses ataques do mar foram a primeira vez, que se saiba, em que foram usados operacionalmente os mísseis cruzadores estado-da-arte SSN-30A Kalibr.

O Pentágono só pôde mesmo lançar olhar enviesado, sobre o ombro, acompanhando o voo dos mísseis Kalibr -- que acertam alvos localizados a 1.500km de distância. Aí está. Mensagem curta, clara, compacta de Moscou, dirigida ao Pentágono e à OTAN. Querem meter-se conosco, caras? Talvez, quem sabe, com aqueles porta-aviões enormes e pesadões?

Mais que isso, além de implantar o que é uma zona de exclusão aérea
de facto sobre a Síria e o sul da Turquia, o cruzador Moskva, da Marinha Russa, que transporta 64 mísseis S-300 mar-ar, está agora ancorado em Latakia.

As proverbiais fontes anônimas nos EUA entraram em surto de hiperatividade, espalhando 'noticiário' segundo o qual os russos tiveram quatro mísseis que 'perderam o rumo' e caíram no Irã. O Alto Comando da Rússia riu delas: todos os mísseis atingiram o alvo, dentro do raio previsto de 2,40m em torno do ponto demarcado.

O Pentágono nem sabia que o Kalibr pode ser disparado de navios pequenos (os Tomahawks exigem navios muito maiores).

O melhor que o Pentágono conseguiu inventar, além da apoplexia generalizada, foi o comandante do 
North American Aerospace Defense Command (NORAD), almirante William Gortney a dizer que os mísseis cruzadores de longo alcance do Conselho Atlântico da Rússia são nova "ameaça" à defesa nacional estratégica dos EUA.

A ameaça do míssil cruzador russo é "desafio particular para o
 NORADe para o Comando do Norte." OH! É mesmo?!

Pode-se falar de mais uma subavaliação monstro do que seja o Novo Grande Jogo. Pode-se argumentar que o desenvolvimento militar da Rússia ao longo dos últimos anos pôs Moscou várias gerações à frente dos EUA. Na hipótese de uma Guerra Quente Mundial 3.0 -- que ninguém, exceto os Drs. Fantásticos enlouquecidos de sempre, poderia desejar --, as armas chaves serão mísseis e submarinos, não os porta-aviões monstro à moda dos EUA.

O Pentágono está apoplético, porque essa mostra da tecnologia russa revelou ao mundo que acabou o monopólio dos EUA sobre os mísseis de longo alcance. Os analistas do Pentágono ainda trabalhavam sob o pressuposto de que o alcance desses mísseis não ultrapassaria 300 quilômetros.

Além do mais, a OTAN foi avisada: a Rússia pode acabar com eles, num flash - como vi acontecer em conversas na Alemanha, semana passada. A retórica furiosa, do tipo

domingo, 11 de outubro de 2015

BRICS, БРИКС/ENTRA PUTIN E É FIM-DE JOGO NA SÍRIA

10 outubro 2015, Oriente Midia http://www.orientemidia.org (Brasil)
Tradução Vila Vudu

8 outubro 2015



A Rússia não quer guerra contra a Turquia, então os generais russos conceberam um plano simples, mas efetivo, para desencorajar a Turquia a tomar qualquer atitude que possa levar a confronto entre os dois países. Semana passada, aviões russos entraram por duas vezes no espaço aéreo turco. Os dois incidentes causaram consternação em Ancara e puseram em fúria os líderes turcos. Nos dois casos, oficiais russos imediatamente se desculparam pelas incursões, declararam ambas não intencionais (“erros de navegação”) e prometeram tentar empenhadamente evitar futuras intrusões. Então, aconteceu um terceiro incidente, mais sério, que não foi erro: claramente, ali, os russos queriam enviar uma mensagem ao presidente Erdogan da Turquia. Adiante um breve resumo do que aconteceu, extraído de World Socialist Web Site:


“Oficiais turcos denunciaram um terceiro incidente na 2ª-feira, quando um jato de combate MIG-29 não identificado manteve seu radar por quatro minutos e meio sobre oito jatos turcos F-16 que patrulhavam o próprio lado da fronteira, aparentemente em procedimento para abrir fogo” (“
US, OTAN step up threats to Rússia over Síria“, World Socialist Web Site).

Que ninguém se engane. O único caso em que um piloto de combate adota esse protocolo é quando planeja derrubar avião inimigo. Foi recado, e por mais que tenha passado sem que os políticos e a mídia-empresa entendessem coisa alguma,

sexta-feira, 2 de outubro de 2015

BRICS,БРИКС, Rússia/XEQUE-MATE

30 setembro 2015, Marcha Verde http://www.marchaverde.com.br (Brasil)

Pepe Escobar, SputnikNews

A mensagem do presidente russo Vladimir Putin à Assembleia Geral da ONU foi clara; ou estados soberanos unem-se numa coalizão ampla contra todas as formas de terror, e respeita-se a soberania dos estados como determina a Carta da ONU – ou será o caos.

Essa Assembleia Geral da ONU revelou que a perpétua novilíngua do governo Obama já virou faca sem fio. Assistir lado a lado os discursos de Putin e de Obama é experiência quase fisicamente dolorosa. Putin falou e agiu como estadista global sério que se dá ao respeito. Obama, como amador com medo de ser reprovado em teste para o cinema.

Os pontos-chaves para discussão do discurso de Putin foram todos perfeitamente acessíveis ao público do Sul Global – sua audiência principal, muito mais que o público do ocidente industrializado.

1) Exportar revoluções 'coloridas' – ou monocromáticas –, nunca mais.

2) A alternativa ao primado do Estado é

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

BRICS, БРИКС/A MAIS NOVA ARMA LETAL DA RÚSSIA

19 setembro 2015, Tlaxcala http://www.tlaxcala-int.org (México)
Tlaxcala, the international network of translators for linguistic diversity


Pepe Escobar Пепе Эскобар

Comecemos com um pouco de política russa clássica. O ministro de Finanças Anton Siluanov está traçando a estratégia econômica da Rússia para 2016, inclusive o orçamento do governo. Siluanov – essencialmente liberal, favorável ao investimento estrangeiro – apresentará suas ideias ao Kremlin no final de setembro.

Até aqui, nada de espetacular. Mas então, há poucos dias, o jornal online Kommersant vazou que o Conselho de Segurança da Rússia solicitou que Sergei Glazyev [1], assessor da presidência, concebesse uma sua estratégia econômica, a ser apresentada ao conselho essa semana. Não chega a ser total novidade, porque o Conselho de Segurança da Rússia no passado já várias vezes consultou pequenos grupos de estudos estratégicos, para conhecer a avaliação deles no campo da economia.

O Conselho de Segurança é presidido por Nikolai Patrushev, ex-diretor do Serviço Federal de Inteligência. Patrushev e Siluanov não trabalham exatamente no mesmo comprimento de onda. 

E aqui entram os detalhes para engrossar o caldo do enredo. Glazyev, economista brilhante, é russo empenhadamente nacionalista – e recebeu sanções pessoais aplicadas contra ele pelos EUA.

Pode-se contar com que Glazyev não economizará munição. Ele é declaradamente a favor de as empresas russas serem proibidas de operar em moeda estrangeira (o que faz perfeito

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

BRICS, БРИКС, Rússia/EUA não temem uma 'intervenção': temem é o plano de paz da Rússia

15 setembro 2015, Правда.Ру, Pravda.ru http://www.pravda.ru (Россия, Rússia)

Os russos estão chegando! Os russos estão chegando! Ora essa! Os russos estão sempre chegando. Os russos nunca pararam de estar chegando, desde aqueles enlouquecedores dias da Guerra Fria. Os russos estão "invadindo" a Ucrânia. Invadiram todos os dias. Já faz mais de um ano. E agora os russos estão "invadindo" a Síria.

É só um prelúdio. Logo-logo os russos estarão invadindo todo o Oriente Médio, toda a Europa Oriental, toda Europa Ocidental e também todo o Ártico. Até que um dia, sub-repticiamente, lá estarão os russos, de volta a Cuba, prontos a invadir a Florida e toda a mãe-pátria.

9/9/2015, Make bombs, not refugees Pepe Escobar, RT (e Rússia Insider)

Dessa vez a história se repete como farsa recorrente. A melhor ilustração do modus operandi de propaganda que subjaz à atual histeria excepcionalista em torno da dita "incursão militar" dos russos na Síria foi escrita antes, em 2011, em Counterpunch, pelo falecido grande Alex Cockburn. Curtam:

"Suponha que a CIA vaze documento de segurança nacional que conclua que a lua é realmente feita de queijo, e que os chineses têm planos para enviar um casal de ratos biônicos gigantes para lá se reproduzirem em números suficientes para comer todo o queijo e, assim, sabotar os planos norte-americanos para instalar um radar de defesa antimísseis no

quarta-feira, 15 de julho de 2015

BRICS/OCX SEMEAM PÂNICO NO EXCEPCIONALOSTÃO

15 julho 2015, Pátria Latina http://www.patrialatina.com.br (Brasil)

Pepe Escobar, RT

Tradução: Vila Vudu


Com a Europa devastada pelo arrocho [não é 'austeridade'; é arrocho] vendo suas "instituições" nada democráticas a espancar a tragédia grega, e com os EUA recuando para um acordo nuclear justo com o Irã, placas geopolíticas tectônicas movimentam-se nos Urais.
Alguém aí consegue sentir um mundo multipolar em germinação? Bem, basta olhar bem aqui, para a Declaração dos BRICS, de Ufá-2015. A UE praticamente não aparece na declaração dos BRICS e não por acaso.


Esqueçam o G7, natimorto. As duas reuniões simultâneas BRICS/ Organização de Cooperação de Xangai (OCX) – são o que realmente conta, para 2015. A jogada de mestre da diplomacia russa foi aproximar para a mesma cidade essas duas reuniões – dos BRICS e da OCX – e uma terceira, reunião informal, da União Econômica Eurasiana (UEE).

Afinal, algumas nações cujos governantes estavam presentes em Ufá são membros de pelo menos uma dessas organizações. Mas o que realmente conta é que, com os governantes dos BRICS, da OCX e da UEE reunidos num mesmo local, vê-se a evidência muito concreta de que está emergindo, sim, uma nova ordem mundial coordenada, que envolve a Eurásia e em alguns aspectos é impulso mundial, não ditada pelos excepcionalistas.

E há também o Irã. O presidente Rouhani encontrou o presidente Putin em Ufá para discutirem impressionante lista de tópicos. Dentre outras, e não é pouca coisa, a inclusão do Irã como

quarta-feira, 24 de junho de 2015

BRICS, БРИКС, Rússia/OS CÃES DAS SANÇÕES E DO MEDO OCIDENTAL LADRAM, ENQUANTO A CARAVANA EURASIANA PASSA

22 junho 2015, Carta Maior cartamaior.com.br (Brasil)

Milhares de líderes de empresas globais -- nenhum norte-americano -- se reuniram 19ª edição do Fórum Econômico Internacional de São Petersburgo.

Pepe Escobar

Nenhumcaravanseraipoderá jamais competir com a 19ª edição do Fórum Econômico Internacional de São Petersburgo[St. Petersburg International Economic Forum (SPIEF)]. Milhares de líderes de empresas globais – inclusive europeus, mas nenhum norte-americano; afinal, o presidente Putin seria “o neo-Hitler” – representando mais de mil empresas/corporações internacionais, inclusive os presidentes da British Petroleum, da Shell Holandesa e da Total, chegaram à cidade em grande estilo.

Por todos os lados, painéis fascinantes – incluindo sessões sobre os BRICs; a Organização de Cooperação de Xangai (OCX); a(s) Nova(s) Rota(s) da Seda; a União Econômica Eurasiana (UEE); e, claro, o tema de todos os temas, “A Formação [orig. making] do Século Pacífico-Asiático: Reequilibrar o Leste”, em que falou o Primeiro-Ministro australiano, Kevin Rudd.

Como se podia prever, houve muito suspense sobre o Novo Banco de Desenvolvimento dos BRICs, com grandes novidades a serem divulgadas na Cúpula dos BRICS, mês que vem, em Ufa. O brasileiro Paulo Nogueira Batista, novo vice-presidente do banco, espera entusiasmado a primeira reunião dos diretores.

E noutro tema chave – deixando de lado o dólar norte-americano – coube a Anatoliy Aksakov, presidente da Comissão Parlamentar do Parlamento Russo para Política Econômica, Desenvolvimento Inovador e Empreendedorismo, chegar logo ao que interessa:

Precisamos completar a transição, até fazermos todos os nossos pagamentos recíprocos em moedas nacionais, e acreditamos que já se encontram preparadas todas as condições para

segunda-feira, 25 de maio de 2015

BRICS SAPATEIAM SOBRE OS EUA NA AMÉRICA DO SUL

24 maio 2015, RedeCastorphoto http://redecastorphoto.blogspot.com (Brasil)

22/5/2015, Pepe Escobar*Russia Today – RT
Traduzido pelo pessoal da Vila Vudu


Começou em abril/2015, com uma leva de acordos entre Argentina e Rússia, assinados durante a visita da presidenta Cristina Kirchner a Moscou.

E continuou com um investimento de US$ 53 bilhões, acertado enquanto o premiê chinês Li Keqiang visitava o Brasil, na primeira parada de mais uma ofensiva comercial pela América do Sul – e completado com uma doce metáfora: Li viajou num vagão fabricado na China, que trafegará por uma nova linha de metrô no Rio de Janeiro que estará operante para os Jogos Olímpicos de 2016.

Onde estão os EUA em tudo isso? Em lugar algum. Não estão. Aos poucos, passo a passo, mas inexoravelmente, países membros do grupo BRICS, a China e em menor medida também a Rússia – trabalharam para, nada menos que, reestruturar o comércio e a infraestrutura por toda a América Latina.

Incontáveis missões comerciais chinesas abordaram essas praias, sem descanso, mais ou menos como os EUA fizeram entre a Iª e a IIª Guerra Mundial. Numa reunião crucialmente importante em janeiro, com empresários latino-americanos, o presidente Xi Jinping prometeu encaminhar US$ 250 bilhões para

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

BRILHAM OS HIPÓCRITAS NA PASSARELA PARISIENSE

14 janeiro 2015, Redecastorphoto http://redecastorphoto.blogspot.com.br (Brasil)

12/1/2015, Pepe Escobar*SputnikNews
Traduzido pelo pessoal da Vila Vudu

PEQUIM – Que inigualável desfile de hipocrisia política. A visão do general Hollande, Conquistador do Mali; David “das Arábias” Cameron; Angela “Morram, ucranianos do leste!” Merkel; Ahmed “Assad tem de sair” Davutoglu; até o rei Sarkô Primeiro, Libertador da Líbia, para nem falar de Bibi “Solução Final contra o Islã” Netanyahu – todos em marcha pela “liberdade”, pelo “direito à livre expressão” e pela “civilização” contra “o barbarismo” pelas ruas de Paris, faria gemer de vergonha e de desgosto qualquer representante da tradição intelectual ocidental, de Diógenes a Voltaire e de Nietzsche a Karl Kraus.

Observado da Ásia, o “congresso” mundial de políticos pareceu ainda mais grotesco. E não surpreende que já circule viralizada, por todo o sudeste da Ásia, lar das redes sociais árabes, a imagem da “marcha pela unidade” em Paris, reunida, como numa colagem, com uma imagem de Hitler e seus nazistas desfilando também por lá, com a Torre Eiffel ao fundo. [1] Aí está, em resumo, todo o debate sobre a “liberdade de expressão”. Será que algum dia aquela imagem-colagem