Cumprem-se 76 anos da invasão da Polónia
pela Alemanha nazi, a 1 de Setembro de 1939 e 70 anos da rendição do Japão a 2
de Setembro de 1945. Com a publicação deste artigo de Laura Lopes, membro da
presidência do CPPC, odiario.info presta também homenagem a esta grande figura
de lutadora pela paz.
Na noite do dia 31 de Agosto de 1939,
Alfred Helmut Naujocks, membro das SS nazis e do serviço de segurança SD, à
frente de um grupo de criminosos de direito comum vestidos com uniformes
polacos, simulava um ataque ao emissor de Gleiwitz na fronteira da Alemanha com
a Polónia, às ordens do conde Heydrich, comandante da polícia de segurança SD.
No dia 1 de Setembro de 1939, o jornal
“Volkischer Beobachter” comentava este episódio da seguinte forma: “Os Polacos
irromperam na sala … O ataque contra a estação tinha todo o aspecto de sinal
para um ataque geral dos franco-atiradores polacos contra o território alemão.
Como se constatou entretanto, os rebeldes polacos romperam ao mesmo tempo a
fronteira alemã em dois lugares. Em ambos os locais tratava-se de destacamentos
armados até aos dentes, que segundo todas as aparências tinham o apoio do
exército polaco regular. As secções da polícia de segurança estacionadas na
fronteira ficaram à mercê dos assaltantes. Os combates de uma grande violência
continuam.”
Esta operação detalhadamente montada por
Hitler, como foi verificado no processo dos criminosos de guerra em Nuremberga,
foi o sinal de desencadeamento da II Guerra Mundial, que vinha a ser preparada
desde há muito. Após ter ordenado o golpe de mão de Gleiwitz, Hitler deu ordem
para iniciar a guerra. Os exércitos hitlerianos invadiram a Polónia que se encontrava
isolada e privada da ajuda prometida pelos aliados ocidentais, França e
Grã-Bretanha, que há longos meses agiam em negociações de gabinete receosos de
uma aliança com a U.R.SS, deixando complacentemente Hitler avançar com os seus
planos de conquista de “espaço vital a Leste”. Foi a Polónia o primeiro país
que opôs uma resistência armada às tropas da Wermacht. Durante cinco semanas
lutou sozinha contra o exército nazi numa desproporção de forças que
inevitavelmente levaria ao seu esmagamento imediato. As primeiras conquistas
nazis, no seu expansionismo para Leste, tinham-se efectuado sem efusão de
sangue: a Áustria, os Sudetas e Praga entregaram-se ao domínio hitleriano.
Hitler tinha dito 10 dias antes, em 22 de
Agosto: “… a destruição da Polónia deve ser a nossa primeira tarefa … Não
tenham piedade … Sejam brutais … é preciso
