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sexta-feira, 8 de julho de 2016

Angola/Cimeira da União Africana poderá proclamar zona de comércio livre



7 julho 2016, Agência Angola Press http://www.angop.ao (Angola)

Por Óscar Silva

Luanda - A 27ª Cimeira da União Africana, a realizar-se de 10 a 18 de Julho, em Kigali (Rwanda), consagrada aos Direitos Humanos, com destaque para os direitos da mulher, poderá proclamar a Zona de Comércio Livre Continental

Com esse acto, pretende-se alargar o comércio para todo o continente, reduzindo-se as barreiras alfandegárias e tarifárias "da África do Sul ao Magreb", com o objectivo de se criar valor acrescentado à produção interna.

Pretende-se dar um passo qualitativo nas relações comerciais intercontinentais, uma vez que

sexta-feira, 27 de junho de 2014

AFRICA PRECISA DE UM CONSELHO DE PAZ E SEGURANÇA



26 junho 2014, Portal do Governo http://www.portaldogoverno.gov.mz (Moçambique)

Malabo (Guiné Equatorial), 26 Jun (AIM) – O Primeiro-Ministro moçambicano, Alberto Vaquina, diz que a África precisa de um Conselho de Paz e Segurança (CPS) robusto, imparcial e com recursos para conseguir assegurar a prosperidade dos seus países e povos.

Para que isso aconteça, segundo Vaquina, os países africanos devem concretizar este nobre propósito, liderando os esforços tendentes a eliminação do paradigma de dependência externa que ainda enferma as intervenções e instituições africanas.

“Uma África próspera, digna, internacionalmente activa e respeitada precisa de um Conselho de Paz e Segurança robusto, imparcial e com recursos. Como membros do

terça-feira, 15 de abril de 2014

CPLP∕Guiné Equatorial e Galiza reforçam em 76 mil milhões o peso económico dos países de língua portuguesa

14 abril 2014, Macauhub http://www.macauhub.com.mo (China) 
A Guiné Equatorial e Galiza perfilam-se como as duas economias mais avançadas na integração no espaço dos países de língua portuguesa, e poderão dar um impulso de perto de 76 mil milhões de euros ao peso económico do bloco.
Enquanto em Julho a Guiné Equatorial, cuja economia vale 19,7 mil milhões de dólares (14,2 mil milhões de euros), deverá aderir como membro de pleno direito à Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, a região autónoma espanhola da Galiza, que detém importantes laços históricos e culturais com Portugal, adoptou esta semana uma lei visando reforçar os laços com os “8”.
A lei 1/2014, também conhecida como lei Paz Andrade, “para o aproveitamento da língua portuguesa e vínculos com a lusofonia”, sublinha que o português é hoje a língua mais falada no Hemisfério Sul e idioma de trabalho de 20 organizações internacionais, como a União Europeia, e língua oficial de “nove países e do território de Macau, China”.

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

CPLP, Angola/UMA COMUNIDADE MAIS FORTE

23 fevereiro 2014, A Palavra do Director Jornal de Angola http://jornaldeangola.sapo.ao (Angola)

José Ribeiro

Na campanha descabelada contra a adesão da Guiné Equatorial à CPLP, os críticos do costume chamaram “canibal” ao Presidente Teodoro Obiang Nguema.

Os argumentos dos bem-falantes políticos e intelectuais portugueses são de um racismo chocante. E até já começam a revelar uma tendência inquietante para o “apartheid”. Quando as forças democráticas daquele país se preparam para comemorar o seu 25 de Abril é, no mínimo, doloroso, ouvir e ver esses exercícios de racismo. Mas os povos sobrevivem sempre à intolerância ideológica, ao obscurantismo e à indignidade.

Na reunião de Maputo, os ministros dos Negócios Estrangeiros da comunidade dos países que têm o português como sua língua oficial, aprovaram por unanimidade a entrada de mais um Estado membro que nos tempos idos até foi colónia de Portugal.

terça-feira, 13 de agosto de 2013

Angola, Guiné Equatorial/Íntegra do discurso do Presidente da República na cimeira da CGG em Malabo



11 agosto 2013, AngolaPress http://www.portalangop.co.ao (Angola)


Eu agradeço a hospitalidade do Senhor Presidente, do Povo e das Autoridades equato-guineenses e a forma calorosa como fomos recebidos desde a nossa chegada a essa bela cidade de Malabo.

Tenho plena consciência de estar a participar num evento de especial importância para a nossa sub-região, para o continente africano e para o mundo em geral, em razão do contributo que o Golfo da Guiné pode vir a dar para a normalização das rotas marítimas no Atlântico e para a segurança energética planetária.

A actual taxa de produção de crude e as perspectivas do seu crescimento, tendo em conta as reservas que têm sido descobertas na região nos últimos anos, conferem aos nossos países a responsabilidade de definir políticas conectas e de actuar unidos para melhor explorar e potenciar

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Golfo da Guiné: Angola reitera vocação de ser factor de paz na região



9 agosto 2013, AngolaPress http://www.portalangop.co.ao (Angola)

Malabo - A determinação de Angola em manter a sua vocação de ser factor de Paz, estabilidade e desenvolvimento no continente, através das organizações sub-regionais a que pertence, entre as quais a Comissão do Golfo da Guiné (CGG), foi reiterada pelo ministro das Relações Exteriores, Georges Chikoti.

O governante intervinha quinta-feira, em Malabo, na abertura da VIII sessão do Conselho de Ministros da Comissão do Golfo da Guiné,

quarta-feira, 19 de junho de 2013

São Tomé e Príncipe e Guiné Equatorial interessados na exploração de petróleo



19 junho 2013, Macauhub http://www.macauhub.com.mo (China)

São Tomé e Príncipe e a Guiné Equatorial poderão futuramente assinar acordos relacionados com a exploração de petróleo, disse recentemente em São Tomé uma fonte da Agência Nacional de Petróleos (ANP).

terça-feira, 11 de junho de 2013

Transportadora aérea da Guiné Equatorial começa a voar para São Tomé e Príncipe



11 junho 2013, Macauhub http://www.macauhub.com.mo (China)

A transportadora aérea Punto Azul da Guiné Equatorial inicia hoje, terça-feira, ligações áreas entre Malabo e a capital são-tomense, São Tomé, anunciou segunda-feira um representante da sociedade no arquipélago.

Américo Cabral, representante da companhia em São Tomé, disse que os voos da Punto Azul serão assegurados por um aparelho Embraer 145

quinta-feira, 23 de maio de 2013

Angola e Guiné Equatorial/Presidente angolano apoia entrada da Guiné Equatorial na CPLP



22 maio 2013, AngolaPress http://www.portalangop.co.ao (Angola)

Luanda - O Presidente da República da Guiné Equatorial, Teodoro Obiang Nguema Mbasogo, revelou hoje (quarta-feira), em Luanda, que a adesão do seu país à Comunidade de Países de Língua Portuguesa, CPLP, foi garantida, pelo seu homólogo angolano, José Eduardo dos Santos.

quarta-feira, 20 de julho de 2011

CPLP: Guiné Equatorial registou "avanços importantes" para a adesão - secretário-executivo

Lisboa, 19 julho 2011 (Lusa) - A Guiné Equatorial registou "avanços importantes" no processo de adesão à CPLP, disse à Lusa o secretário-executivo da organização, recusando contudo adiantar se os progressos serão suficientes para a entrada imediata do país para a comunidade lusófona.

Em entrevista à Agência Lusa, antecipando o Conselho de Ministros, que reúne sexta-feira, em Luanda, para fazer o balanço de meio mandato da presidência angolana da organização, Domingos Simões Pereira sublinhou a "vontade" da Guiné Equatorial de ir ao encontro das ideias da CPLP.

"Irei transmitir ao Conselho de Ministros que registámos alguns avanços muito importantes como a predisposição da Guiné Equatorial de introduzir o Português nos leitorados das universidades, a criação de um centro de Língua Portuguesa na cidade de Malabo, a criação de uma comissão da CPLP e a possibilidade de revisão da Constituição para tomar em consideração as questões que a CPLP tem levantado", disse Domingos Simões Pereira.

Mas, para o secretário-executivo, só os chefes de Estado e os ministros dos oito países lusófonos podem decidir se estão criadas as condições para que a adesão se concretize.

Domingos Simões Pereira, que destacou a missão que a CPLP enviou à Guiné Equatorial, chefiada pelo seu antecessor, Luís Fonseca, mostrou-se satisfeito por ter recebido das autoridades do país a garantia de que "não têm dificuldades em aceitar a questão dos direitos humanos como parte da agenda" da CPLP.

"Não se pode falar em Estados livres e democráticos se os direitos humanos não forem respeitados. Por isso, sem ser uma exigência ou sequer uma condição, tem-se partilhado com a Guiné Equatorial que não existindo pena de morte e existindo o respeito pelos direitos humanos em todos os Estados da CPLP, a CPLP estaria bastante mais à vontade em proclamar a adesão da Guiné Equatorial se esse pressuposto fosse também respeitado", disse.

Domingos Simões Pereira ressalvou que se trata de "um princípio", que nunca foi apresentado como uma condição para a adesão da Guiné Equatorial à comunidade lusófona.

A Guiné Equatorial tem estatuto de país observador da CPLP, e a sua candidatura a membro efetivo da organização foi apresentada na cimeira de chefes de Estado, em julho de 2010, em Luanda.

O secretário-executivo da CPLP acredita ainda que o próximo Conselho de Ministros da comunidade lusófona permitirá "reorientar" o futuro da organização no sentido de uma maior abertura à sociedade civil, um caminho que, segundo disse, tem já vindo a ser trilhado pelo atual secretariado-executivo.

"Nos primeiros 12 anos registou-se a consolidação estrutural da organização e hoje temos uma maior mobilização da sociedade civil", disse, sublinhando a preparação do primeiro fórum da sociedade civil e a proposta de criação de um Conselho Económico e Social da CPLP, que irá fundir a confederação empresarial e a associação dos sindicatos de língua portuguesa e cujos estatutos estão agora a ser elaborados.

sexta-feira, 8 de julho de 2011

CPLP/Diplomata realça êxitos da presidência angolana


Luanda, 8 julho 2011 (AngolaPress) – O diplomata angolano e coordenador da Comissão Preparatória da XVI reunião do Conselho de Ministros da CPLP, Osvaldo Varela, referiu hoje (sexta-feira), em Luanda, que o trabalho do país no quadro da organização tem sido coroado de êxito.

Falando à Angop a propósito do evento, Osvaldo Varela disse que a avaliação que o país faz é positiva, pelo facto de estar a cumprir o programa da sua presidência da Comunidade dos Países de Língua Oficial Portuguesa (CPLP) com êxito.

Em seu entender, os programas da organização estão a caminhar muito bem, sem percalços de maior, apresentando como exemplo o trabalho na Guiné-Bissau que está a merecer louvores por parte da comunidade internacional.

“A questão da Guiné-Bissau era difícil, devido sobretudo às ingerências externas na questão deste país, o que estava a levar a uma má interpretação do papel da CPLP e, concretamente, da acção do roteiro de paz da presidência angolana, mas felizmente as coisas estão no bom caminho e não há problemas de maior”, disse.

Realço o facto de o trabalho ainda se encontrar numas fase inicial, porque na Guiné-Bissau a situação política era complexa, toda a actividade diplomática foi feita no sentido de se criarem as condições sem ferir sensibilidades e unir as pessoas em torno destes objectivos, comentou.

Explicou que estes passos passam, necessariamente, pela reestruturação do exército da Guiné-Bissau, o apetrechamento e formação do novo exército, a recuperação dos quartéis, dar dignidade aos antigos combatentes neste país e fazer de facto um trabalho de forma paulatina e cuidadoso para que possamos alcançar os objectivos preconizados.

Com isso, disse, pretende-se um exército profissional bem estruturado, formado e apartidário que seja o garante da soberania da Guiné-Bissau.

Já em relação ao processo de adesão da Guiné Equatorial na CPLP, o diplomata disse que está no bom caminho, pelo facto de inicialmente existirem áreas em determinados sectores da sociedade civil de alguns países que se opunham a entrada deste país na organização.

Argumentou que uma das condições para que um Estado seja membro de pleno direito da CPLP é o facto de ter o português como língua oficial, e a Guiné Equatorial ultrapassou esta situação ao decretar o português como língua oficial.

Indicou que a Guiné Equatorial está a introduzir o português no seu sistema curricular de ensino, nas instituições oficiais do Estado e, paulatinamente, passará a ser uma língua de trabalho.

Osvaldo Varela precisou que as condições estão a ser criadas para que a Guiné Equatorial seja de facto membro de pleno direito da organização.

“Em linhas gerais, será a confirmação de todo o caminho que o Governo de Angola percorreu ao longo deste ano de mandato”, asseverou.

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Timor-Leste/Ramos Horta quer guiné equatorial na CPLP imediatamente

Cidade da Praia, 6 julho 2011 (Lusa) - O presidente de Timor-Leste, José Ramos-Horta, defendeu hoje a entrada imediata da Guiné Equatorial na Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP), ao discursar no parlamento de Cabo Verde.

O dirigente timorense defendeu que a CPLP não deve demorar mais a acolher a Guiné Equatorial e expressou o apoio do seu país a esta adesão.

"A nossa organização não deve demorar mais a acolher no seio o único país de língua espanhola no continente africano, cuja história se cruza com as nossas. Neste sentido, Timor-Leste encoraja a Guiné Equatorial a aderir à CPLP, como é desejo deste país irmão da África", disse.

Sobre Cabo Verde, Ramos-Horta disse que é com "grande satisfação" que testemunha o caminho feito ao longo dos 36 anos de independência.

"A determinação dos cabo-verdianos e a qualidade única da sua liderança, caracterizada pelo pragmatismo e prudência, provaram que se enganaram os profetas do mal que, há 36 anos, vaticinavam a inviabilidade do vosso projeto nacional", declarou.

O presidente de Timor-Leste acrescentou que Cabo Verde demonstrou ser um país viável e bem sucedido, "graças ao povo e aos seus líderes com visão e determinação".

Para Ramos-Horta, devem ser ainda realçados a maturidade das instituições de Cabo Verde, o progresso das condições de vida do seu povo e a sua participação "bem sucedida" nos esforços internacionais de combate à criminalidade transnacional.

O presidente timorense aproveitou ainda para destacar o apoio de Cabo Verde e Angola ao esforço "determinado e firme" das autoridades guineenses para estabilizar a Guiné-Bissau e reforçar as instituições democráticas e a confiança internacional no país.

Por sua vez, o presidente da Assembleia Nacional da Cabo Verde, Basílio Mosso Ramos, saudou a presença do chefe de Estado timorense no parlamento cabo-verdiano, considerando-o um "rosto da resistência" da luta do povo timorense que, incessantemente, "calcorreou o mundo para provar a ilegalidade da ocupação estrangeira e denunciar as arbitrariedades cometidas contra cidadãos indefesos".

Para Basílio Mosso Ramos, "um parlamento que tem a felicidade de acolher uma personalidade tão multifacetada e distinta, encarnando simultaneamente os atributos de Presidente da República, doutor honoris causa, combatente da liberdade da Pátria e Nobel da Paz, tem razões de sobra para se sentir honrado e gratificado".

A Assembleia de Cabo Verde reuniu-se hoje em sessão especial para receber Ramos-Horta, que se encontra de visita oficial ao país, a primeira que faz na qualidade de chefe de Estado.

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Reforçada cooperação entre Guiné-Equatorial e Cabo Verde

Praia, 17 junho 2010 (Angola Press) - Os governos de Cabo Verde e da Guiné-Equatorial formalizaram quarta-feira, através de um acordo de cooperação bilateral e cinco memorandos de entendimento, a intenção de desenvolver as suas relações politico-diplomáticas e empresariais.

O governo de Malabo espera igualmente poder contar o apoio da Cidade da Praia na sua entrada na Comunidade dos Povos de Língua Portuguesa, CPLP, bem como na sua pretensão de ascender à presidência rotativa da União Africana roximamente.

Estes são para já alguns dos resultados da visita de três dias que o presidente da Guiné-Equatorial efectuou a Cabo Verde e que terminou quarta-feira na ilha do Sal.

Os protocolos assinados contemplam domínios como transportes aéreos, governação electrónica, turismo e outros.

Na quarta-feira, ao presidir com o seu colega Teodoro Obiang Nguema a cerimónia da assinatura dos referidos diplomas, o chefe de estado cabo-verdiano, Pedro Pires, defendeu que a partir de agora passa a haver um antes e um depois nas relações entre Cabo Verde e a Guiné-Equatorial.

“Estão criadas todas as condições e dispomos de todos instrumentos necessários para aprofundar e diversificar as relações entre os nossos dois países”, referiu o presidente cabo-verdiano.

Homem de poucas palavras, pouco dado a contactos com a imprensa, Teodoro Obiang Nguema confessou, por seu turno, que muito aprendeu durante a estada em Cabo Verde, tendo em conta os níveis de desenvolvimento que este arquipélago já atingiu.

“Evidentemente, quando viemos cá, não tínhamos a intenção de hegemonia ou preponderância mas viemos para aprender de vós”, referiu Teodoro Obiang Nguema.
O presidente da Guiné-Equatorial termina esta quinta-feira a visita de três dias a Cabo Verde, a partir da ilha do Sal, onde, à semelhança do que fez na Cidade da Praia, ilha de Santiago, visita vários serviços públicos e unidades turísticas.

Esta é a primeira vez que um chefe de Estado da Guiné-Equatorial visita Cabo Verde. Esta visita surge em resposta a uma outra semelhante efectuada pelo presidente Pedro Pires a Malabo no início deste ano.

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Guiné Equatorial/«Qualquer intenção de aderir à CPLP pressupõe respeito dos seus princípios»

Malabo, 27 abril 2010 -- O secretário executivo da CPLP, Domingos Simões Pereira, lembrou hoje em Malabo que "qualquer intenção de aderir a CPLP pressupõe o respeito dos princípios" que regem a comunidade lusófona, após um encontro com o Presidente da Guiné-Equatorial.

Domingos Simões Pereira está a realizar uma visita de três dias à Guiné Equatorial, onde hoje foi recebido pelo primeiro-ministro do país e também pelo Presidente da República, Teodoro Obiang, no poder desde 1979.

Questionado pela Lusa se na audiência com Teodoro Obiang abordou a questão dos direitos humanos e cívicos no país, Domingos Simões Pereira disse que "esse e outros temas foram abordados".

"Falamos de tudo isso e de outras coisas. Acho que foi surpreendente o à vontade do Presidente em abordar todos esses temas. Deixamos muito claro que não estávamos a fazer nenhuma avaliação, que é da competência dos chefes de Estado, que tomarão as decisões que entenderem na altura certa", disse o responsável por telefone desde a capital Malabo.

"Não estou com isso a dizer que tenhamos falado sobre a necessidade de cumprir este ou aquele requisito. Falamos sobre isso sim, mas sobretudo no sentido de sensibilizar as entidades para a necessidade de uma maior abertura e conhecimento mútuo", acrescentou.

A Guiné Equatorial é um dos observadores associados (além de Ilhas Maurícias e Senegal) da CPLP e já realizou um pedido formal de adesão como membro efectivo do bloco lusófono, que ainda está em análise, mas o país tem enfrentado resistências e críticas devido ao desrespeito pelos direitos humanos.

"A questão dos direitos humanos é sempre uma análise difícil, cada perspectiva favorece uma avaliação. O que é importante é que conhecidos os princípios que regem CPLP, haja um esforço comum de todas as partes no sentido de uma maior aproximação e de uma maior observância desses princípios", defendeu.

"Achamos que a integração de um país como a Guiné-Equatorial poderá permitir uma maior interacção e num âmbito muito bilateral permita que outros exemplos e práticas se tornem referência", reiterou.

No entanto, Domingos Simões Pereira lembrou "que qualquer intenção de aderir a CPLP pressupõe o respeito desses elementos".

Segundo o secretário executivo, no encontro com Obiang, que foi "uma visita de cortesia", também foram discutidos os traços globais da existência da CPLP.

"Obviamente, aproveitamos a ocasião para dar uma visão do que é a CPLP e dos seus princípios fundamentais e abordamos elementos que achamos que ainda podem ser melhorados na proximidade e na cooperação que devem existir entre os povos que fazem parte da comunidade", adiantou.

Nesta perspectiva ambas as partes acharam "que pode ser interessante melhorar o conhecimento mútuo, a componente cultural e a difusão da língua portuguesa", disse.

"O Presidente partilha da nossa ideia de que nos próximos tempos alguns órgãos de comunicação social pudessem visitar a Guiné-Equatorial e pudessem levar uma imagem do país para podermos começar a ter um conhecimento mais próximo e completo", concluiu.

terça-feira, 16 de junho de 2009

Países africanos buscam exemplo brasileiro para se despontar no cenário econômico mundial

Gilberto Costa * Enviado especial da EBC

14 de Junho de 2009/Agência Brasil http://www.agenciabrasil.gov.br

Recife - O Ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, concluiu no sábado (13) uma missão empresarial à Gana, ao Senegal, à Nigéria e à Guiné Equatorial, na África. Para outubro próximo, o ministério prepara mais um périplo africano. Da próxima vez, o roteiro deverá incluir a África do Sul, o Zimbábue, Angola e Moçambique, que será a terceira missão à África este ano. O interesse pelo continente se explica pelas ligações históricas, mas também pela perspectiva econômica: em breve, os africanos serão uma população de 1 bilhão de pessoas.
No momento, a África desponta como a parte do mundo menos atingida pela crise econômica mundial, extremamente rica em produtos estratégicos - petróleo e minério, por exemplo -, e carente de produtos e serviços que as empresas brasileiras acumularam alguma experiência, como a execução de grandes obras.
Diversos países africanos precisam urgentemente de rodovias e hidrelétricas. Outra urgência é encontrar uma vocação econômica sustentável, que gere emprego e renda no continente mais pobre do mundo.
A intenção, admitida durante a missão pelos africanos dos países visitados, é que a África se torne, como um todo, um continente de países emergentes como é o Brasil.
Em torno desses objetivos, o ministro Miguel Jorge esteve com três chefes de Estado e reuniu-se com dezenas de ministros. Os executivos brasileiros que acompanhavam a missão fizeram contato com mais de 700 produtores e importadores africanos.
De volta ao Brasil, depois de seis dias de viagem, aguardando o abastecimento do avião da Força Área Brasileira (FAB), no aeroporto de Recife, Miguel Jorge concedeu a seguinte entrevista à Agência Brasil, onde falou dos resultados da viagem e dos recentes fatos da economia como a redução do Produto Interno Bruto (PIB) no primeiro trimestre, a redução da taxa Selic a 9,25% e a possibilidade de prorrogação da isenção do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI).

Agência Brasil (ABr) – Que balanço o senhor faz da missão empresarial à África Subsaariana?

Miguel Jorge – Um balanço positivo, como tenho feito das outras missões. Nós tivemos cerca de 85 empresários brasileiros, desde pequenas e médias empresas até grandes companhias. Esses empresários fizeram muitos contatos, alguns fizeram negócios mesmo e assinaram contratos. Eu conversei com alguns, que até nomearam distribuidores de produtos brasileiros em alguns países da África. Uma missão como essa tem o objetivo de vender, se não o empresário não viria. Mas ela tem também um objetivo muito importante que é o de o empresário fazer contato, fazer com que o empresário encontrem contrapartida do outro lado e comece uma relação comercial que se estenda no futuro. Nesse ponto de vista, a missão foi de absoluto sucesso. Nós fomos recebidos muito bem em todos os lugares. Há uma expectativa muito grande em relação ao Brasil, não que vendamos produtos para eles, mas também que nós ajudemos com qualificação de mão de obra, treinamento e transferência de tecnologia. A transferência de tecnologia é um fator que aparece em praticamente todas as reuniões com governos e empresários africanos. Nós temos um papel importante de ajudar esses países. Isso se percebe com muita clareza, há um interesse e expectativas enormes da África pelo Brasil. Eu acho que nós devemos atender ao máximo essas expectativas. Esses países precisam do Brasil, precisam da gente. Nós temos uma posição diferente em relação aos países ricos, que têm pouca preocupação com a parceria com os africanos. Eu acho que o brasileiro desenvolveu uma solidariedade em relação aos seus vizinhos e, especialmente, aos países africanos, que não se nota em outros países. Essa solidariedade é que faz com que haja essa expectativa. Nós somos claramente, como país e como povo, uma extensão da África. Portanto, como nós somos vistos como uma extensão da África que deu certo e avançou muito, que progrediu e que somos um país que tem importância econômica e que tem índice de qualidade de vida muito superior a esses países, o que eles gostariam de ser é o Brasil. O sonho desses países é ser como o Brasil. Nós temos que ajudá-los para que isso aconteça.

ABr – Os executivos que estiveram na missão assinalaram a dificuldade do crédito para os africanos financiarem importações de produtos ou contratarem serviços brasileiros. Eles apontam que o Brasil exige muitas garantias e os procedimentos são muito burocráticos, e que a concorrência (chinesa e coreana, por exemplo) é mais dinâmica. Isso é de fato um problema?

Miguel Jorge – O problema fundamental não é da burocracia ou de dinamismo, mas a capacidade de financiamento do país. A China tem reservas de mais de US$ 1 trilhão e o Brasil de mais de US$ 200 bilhões. Quando ocorreu a crise, como em outros países, uma grande parte das empresas brasileiras tinha muito financiamento no exterior. Quando esse financiamento secou, as empresas buscaram financiamento no mercado interno e, evidente, como o país não tem uma economia tão grande quanto à China, por exemplo, houve falta de recursos. O dinheiro é uma mercadoria. Você tinha gente tomando empréstimo no exterior e de repente voltou a pegar dinheiro no Brasil, faltou mercadoria, faltou dinheiro, faltou financiamento. Isso já está voltando ao normal. Houve também na época uma aversão muito maior pelo risco, isso fez com que os financiamentos ficassem mais difíceis. A normalização do processo econômico vai levar que isso mude. Não vai faltar dinheiro. Eu reconheço dificuldades para as pequenas e médias empresas, dificuldades para financiar tanto para mercado externo quanto mercado interno. Mas para essas empresas não tem faltado financiamento. O BNDES tem para este ano um orçamento de US$ 109 bilhões e não tem faltado financiamento para empresas que sejam idôneas, sérias, com cadastro positivo. Não temos tido reclamações. Isso aconteceu, principalmente, no começo do ano, mas hoje está praticamente normalizado. Nós não temos tido mais queixa nesse sentido.

ABr – Qual efeito da redução da Selic (taxa básica de juros) para a economia brasileira?

Miguel Jorge – Nós vamos ter que aprender a conviver com essa taxa de juros que começa a chegar no nível de país civilizado, próximo de 5% em termos de juros reais. Por outro lado, ela [a nova taxa, hoje 9,25% ano ano] cria uma série de problemas para a economia, especialmente porque ainda temos algum tipo de indexação que está acima desse patamar. Vamos ter que fazer um tipo de ajuste e a sociedade toda vai ter que se acostumar a uma taxa de juros muito menor. Claro que é benéfico, quanto menor a taxa de juros, melhor. A taxa de juros Selic é uma referência e a sua diminuição abre nova perspectiva para o país.
ABr – Que tipo de problema? A caderneta de poupança?
Miguel Jorge – A poupança é um deles, mas falo dos contratos que estão indexados. A economia vai ter que ficar bem mais desindexada. Nós vamos passar por um processo de aprendizagem interessante e positivo.

ABr – Com a redução, vão aumentar os investimentos das empresas?

Miguel Jorge – Eu acredito que sim. Isso mostra que o país está estável e os fundamentos da economia funcionam muito bem. Os empresários sempre reclamam da taxa de juros, ela é um indicador. O que interessa aos empresários, de modo geral, e à população, é que os juros diminuam na ponta, na operação real. Que os juros do sistema financeiro sejam menores assim como o spread bancário. Claro que o spread é sempre relativo ao custo do dinheiro. O dinheiro é uma mercadoria como outra qualquer: tem falta de dinheiro, o preço sobe; tem abundância de dinheiro, o preço cai. No entanto, nós sabemos que quando teve essa enorme folia financeira que levou à crise, o nosso spread era muito alto. Nós precisamos fazer com que o spread diminua e, aí sim, os investimentos sejam financiados não só por bancos como o BNDES [Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social], mas também que haja no sistema financeiro um processo de investimento.

ABr – Como o senhor recebeu a informação da queda do PIB no primeiro trimestre?

Miguel Jorge – Com bastante naturalidade. Eu já tinha dito que o PIB seria negativo. Eu tenho criticado muito os analistas, que erraram mais uma vez em relação à redução da taxa de juros. Os analistas estavam todos prevendo 0,75 ponto percentual e aí você lê nos jornais 'analistas surpresos'. A única coisa que sempre se lê nos jornais é 'analistas surpresos'. Eles deveriam se abster um pouco de fazer previsão. Quando eu falei em recessão, e até recebi umas críticas, é porque os números já estavam claros. Os números do último trimestre do ano passado eram negativos e os números que nós acompanhávamos, mas não eram divulgados, também eram. Quando eu falava em recessão, portanto, era recessão técnica, que até alguns economistas hoje não consideram tão importante. De qualquer forma, o resultado do PIB foi o esperado e nós vamos ter um segundo trimestre melhor e, conseqüentemente, um terceiro melhor que o segundo, e um quarto melhor que o terceiro. Programas como Minha Casa, Minha Vida, por exemplo, começarão ter impacto na economia a partir do segundo semestre, quando começam os desembolsos. Repare que a Caixa Econômica Federal nos cinco primeiros meses do ano fez quase o dobro de empréstimos do que no ano passado, quando havia a chamada abundância de financiamento e de dinheiro. Nós estamos no caminho certo para a recuperação, que vai ser lenta e difícil mas vai ocorrer.

ABr – E o resultado da balança comercial?

Miguel Jorge – A balança tem se mostrado positiva há algum tempo, fora aquele acidente de percurso nos dois primeiros meses do ano, tanto que já tem acumulado US$ 7,5 bilhões e tem mantido uma média boa no fechamento semanal. Nós consideramos que a tendência é haver melhora no segundo semestre, e este semestre será menos ativo, mas nós teremos um bom resultado este ano.

ABr – Diante dessas perspectivas, ainda é necessário manter a isenção e a redução do IPI [Imposto sobre Produtos Industrializados]?

Miguel Jorge – Eu venho da indústria e sempre, quando foram tomadas essas medidas de redução e isenção de IPI, reclamei muito quando alguma autoridade dizia que deveríamos manter a redução do IPI porque faz que haja uma postergação de compra. O IPI reduzido tem o objetivo de fazer com que o consumidor se entusiasme e compre o produto. Se você anuncia com antecedência de duas ou três semanas que o IPI será reduzido, alguém que estava se programando para comprar o produto vai deixar para o próximo mês. O próprio presidente Lula tem falado: 'olha se você for comprar, compre agora não deixe para depois. Faça com que a roda da economia continue a girar'. Então, mesmo que eu seja favorável, até o último dia eu vou dizer que sou contra a prorrogação da isenção e redução do IPI.

http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2009/06/14/materia.2009-06-14.1349918325/view

* O repórter viajou a convite do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior/ Edição: Fernando Fraga e Lana Cristina