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terça-feira, 5 de julho de 2016

NÃO VALE A PENA CHORAR PELA UNIÃO EUROPEIA



1 julho 2016, ODiario.info http://www.odiario.info (Portugal)

Jornalista, correspondente do Ásia Times

Há uma receita de grande eficácia a que amiúde se recorria em Portugal nos anos negros do fascismo: «se não sabes onde te colocar olha para a posição dosfascistas: toma a posição contrária à deles e acertas».

Também hoje a Troika, a Comissão Europeia, o FMI, os jornais do dr. Balsemão, a RTP, a TVI… nos podem dizer que «as consequências geopolíticas do “Brexit” podem ser dramáticas». Mas a verdade é que para as encarar do ponto de vista da esquerda, do ponto de vista da classe trabalhadora, de todos os que não estão posicionados na estrutura de comando do capital, devemos lembrar-nos «que a UE nunca foi a “Europa dos Povos”».

Então, o que começou como chantagem feita por David Cameron e válvula de escape para o descontentamento dos britânicos, a ser usado como alavanca para barganhar com Bruxelas e arrancar mais alguns poucos favores, entrou em metástase e se converteu em espantoso terremoto político que tem tudo a ver com a desintegração da União Europeia.

O irrepreensivelmente medíocre Donald Tusk, presidente do Conselho Europeu, fazendo pose de “historiador”, alertou que o Brexit “pode ser o começo da destruição não só da União Europeia, mas

terça-feira, 22 de abril de 2014

O CONTINENTE EUROPEU E AS ELEIÇÕES DO DESCONTENTAMENTO

22 abril 2014, Jornal de Angola http://jornaldeangola.sapo.ao (Angola)

Benjamim Formigo

Este ano, 2014, os eleitores da União Europeia deveriam enfrentar pela primeira vez escolhas de fundo para um Parlamento que, embora com poderes limitados, poderia ser a única barreira ao neoliberalismo desmedido que arrastou o continente para a actual grave crise financeira e até de identidade.

Tão grave que põe em causa junto da vontade do eleitorado a própria existência de tal União.
Dos 28 países que constituem a União e irão votar um novo Parlamento entre 22 e 25 de Maio próximo, provavelmente apenas o Luxemburgo não estará a braços com uma crise financeira de excessivo défice orçamental cujo combate, prevenção ou recuperação tem passado invariavelmente por uma receita que se mostra desastrosamente eficaz. Eficaz porque reduz o défice através do desemprego e do miserabilismo para que atira a Administração Pública, depaupera os serviços de Saúde, a Segurança Social do Estado, abrindo as portas ao sector privado onde os grandes grupos se tornam cada vez maiores e frequentemente estrangeiros à própria União Europeia. Em favor do sacrossanto euro e das baixas taxas de juro, que só são baixas para quem tem dinheiro, a EU, para além do desmantelamento em curso do Estado social,