15 abril 2016, Sputnik Brasil http://br.sputniknews.com
(Rússia)
Pepe
Escobar
O analista de geopolítica internacional Pepe Escobar* escreve: "Como uma metáfora do estado avançado de putrefação que assola todo o sistema político de uma das principais nações do Sul Global, nada chega perto do que está prestes a acontecer no Brasil."
O líder notoriamente
corrupto da câmara baixa do Parlamento Brasileiro, Eduardo Cunha — titular
de 11 contas suíças ilegais, indicado na documentação do Panamá e indiciado no
Supremo Tribunal Federal — tem agendada uma votação em plenário crucial
sobre a possibilidade de impeachment da presidente Dilma Rousseff para este
próximo domingo. Domingo, tradicionalmente, é o dia em que a esmagadora maioria
dos brasileiros relaxa assistindo a futebol na TV.
Cunha também tentou
definir as regras do jogo; a chamada iria começar com os estados do sul
mais ricos, que são mais favoráveis ao impeachment – um eufemismo para a
mudança de golpe, o culminar da estratégia de guerra híbrido suave implantado
desde o início pelos suspeitos sempre aliados com a oligarquia, as elites
brasileiras.
Este procedimento de
votação
