quinta-feira, 5 de setembro de 2013

FONTES DE INFORMAÇÃO PARA COMBATER A CAMPANHA CONTRA A SÍRIA E O IRÃ



5 setembro 2013, Mercosul & CPLP http://mercosulcplp.blogspot.com.br (Brasil)

Pela redação de Mercosul & CPLP

No artigo intitulado “Desarrollo de la campaña de propaganda contra Siria”, publicado no passado dia 23 de agosto, Red Voltaire http://www.voltairenet.org divulgou vídeos do YouTube contendo, uma vez mais, duras acusações contra o presidente Bashar Al Assad. Elas foram solenemente feitas por conhecidas figuras que ocupam altos cargos governamentais nos seus países. Os rostos enérgicos, os gestos seguros e as afirmações firmes tinham como objetivo justificar uma guerra, segundo eles, totalmente provocada pela intransigência da Síria e do Irã. Na verdade, a grande falta cometida está na recusar de tremer diante dos ultimatos apresentados pela sempre invocada “comunidade internacional”. As imagens mostram que nenhum deles ficou corado enquanto mentia descaradamente.

Todos eles representam países que tentam salvar suas economias em crise com guerras de rapina. E são:
Laurent Fabius, ministro Francês de Relações Exteriores
John McCain, presidente do International Republican Institute, ramo republicano do National Endowment for Democracy (NED), órgão do Departemento de Estado para as ações legais e públicas da CIA no exterior
Yuval Steinitz, ministro israelense de Inteligência e Assuntos estratégicos
Ahmed Davutoglu, ministro turco de Relações Exteriores
Guido Westerwelle, ministro alemão de Relações Exteriores
Carl Bildt, ministro sueco de Relações Exteriores
William Hague, ministro britânico de Relações Exteriores

Sempre recorrendo ao mesmo discurso desacreditado, eles tentam demonizar o dirigente sírio, apresentando-o como despótico e cruel, capaz de praticar os mais terríveis crimes contra o seu próprio povo. Nem uma só palavra sobre um fato muito importante: diante do fracasso em conseguir romper a unidade de uma nação forjada ao longo de milênios, Obama e os seus aliados da União Europeia, Arábia Saudita, Qatar e Turquia passaram a utilizar a Al Qaida e mercenários de vários países na luta contra a Síria.

Esta situação --- a falta de apoio interno e o recurso à invasão estrangeira --- tinha sido prevista há não muito tempo por Henry Kissinger, que nas décadas dos anos de 1960 e 1970 pontificava, no Departamento de Estado, como chefe linha-dura da política externa dos EUA. Ele é um indivíduo com longa experiência na desestabilização de governos e regimes legítimos. Neste período, ele participou ativamente na organização de golpes de Estado sangrentos na América Latina e guerras em outras regiões.
Contudo, os milhões de dólares e meios militares investidos na criação do conflito, os milhares de assassinos de aluguel --- terroristas de todos os tipos e nacionalidades --- e os comandos especiais norte-americanos e europeus estão sendo gradativamente batidos no terreno. De derrota em derrota, cedem cada mais espaço à libertação definitiva do país.

Estas informações não recebem a cobertura que merecem na mídia controlada pelos EUA e os seus aliados. Destaque é dado apenas para o discurso dos agressores e nele não figuram os reais objetivos da guerra. Posição geoestratégica, gás, petróleo, Irã, China e Rússia não são mencionados como alvos de guerras que, em sequência, já massacraram povos e derrubaram regimes no Iraque, no Afeganistão, na Líbia e, agora, tem envolver a Síria.

No Irã e na Síria, países mais visados na atual ameaça de guerra, existem fontes de informação que devem ser consultadas. Nelas, a voz dos agredidos no seu direito à paz, independência e soberania, traz uma narrativa bem diferente, por ser verdadeira, daquela encontrada na mídia telecavalgada pricipalmente pelos Estados Unidos. Noticiários, reportagens, editoriais, artigos de opinião, entrevistas e resultados de pesquisas formam um quadro de forte contraste com o que é diariamente apresentado pela chamada grande imprensa ou de referência, que atua com o objetivo de falsificar dados históricos e mistificar acontecimentos políticos importantes para desacreditar governos legítimos e impor o domínio estrangeiro.

As fontes de informação desta parte do mundo, fortemente conturbada a partir do exterior, são importantes porque não reproduzem a História que os agressores querem impor. O material divulgado documenta a luta diária que povos, governos e personalidades travam em várias áreas para manter e consolidar a independência nacional, ao mesmo tempo que reafirmam princípios importantes para a convivência entre nações e a cooperação internacional. Testemunham também o empenho no aprofundamento de laços de apoio e solidariedade existentes com outras regiões do mundo com as quais partilham um longo registro de ameaças de desestabilização e dominação estrangeira.

Entre outras, se encontram:

Irã
Fars News Agency http://english.farsnews.com (Árabe, Farsi (Persa), Inglês e Turco)
Mehrs http://old.mehrnews.com/en (Alemão, Árabe, Farsi (Persa), Inglês, Russo, Turco e Urdu)
Iran French Radio http://french.irib.ir ( Francês) (Iran)
Iran News http://www.iranews.com.br (Português) (Iran)  
Hispan TV Nexo Latino http://www.hispantv.com (Espanhol) (Iran)
PressTV http://www.presstv.ir (Inglês) (Iran)
PressTV http://www.presstv.ir/live.html (Inglês, programação ao vivo) (Iran)

Siria
Syrian Arab News Agency (SANA) http://www.sana-syria.com (Síria) (Árabe, Chinês, Espanhol, Francês, Inglês, Russo e Turco)
Facebook https://www.facebook.com/SANAenglish?hc_location=timeline (Inglês)
Al Baath News Paper http://www.albaath.news.sy (Síria) (Árabe e Inglês)
Tishreen http://tishreen.news.sy/tishreen/public/syria-millennium (Síria) (Árabe e Inglês)
Syrian Radio & TV http://www.syriaonline.sy (Inglês)

O acesso a estas fontes diretas de informação oferecerá importantes detalhes da realidade vivida na Síria e no Irã. Elas ajudarão a fundamentar as cada vez mais necessárias e urgentes ações de protesto contra mais um dos grandes crimes que as até agora grandes potências se preparam para cometer.

Nos Estados Unidos, o mais recente estímulo para uma grande operação bélica foi comunicado por John Kerry, o secretário de Estado (ministro das relações exteriores), durante uma sessão do Congresso. O fato ocorreu no passado dia 5 de setembro e foi imediatamente divulgado pela mídia internacional. Sem nenhum sinal de constrangimento, ele anunciou o que nada mais é que uma proposta para contrato de mercenários. Kerry afirmou que vários países árabes estão dispostos a financiar e apoiar a ofensiva “se os Estados Unidos estiverem preparados para fazer o que já foi concretizado em outras regiões...”. A frase é clara: há uma tarefa específica encomendada, dinheiro para paga-la e que deve ser executada como o patrão determinou.

A oferta de pagamento pela prestação de serviços sujos ocorreu em um meio que o príncipe Bandar Bin Sultan, ministro da Segurança e chefe do serviço de espionagem da Arábia Saudita, deve conhecer muito bem. No passado dia 29 de agosto, uma fonte saudita, que não quis ser identificada, informou à Fars News Agency http://english.farsnews.com, do Irã, que o príncipe tinha gasto 70 milhões de dólares norte-americanos para encorajar políticos e membros da segurança dos EUA a lançarem um ataque contra a Síria.

Com o Congresso reduzido a mero cenário de barganhas, onde votos são comprados por estrangeiros endinheirados, e as Forças Armadas tratadas como um bando de mercenários, não pode haver dúvidas até onde Obama está levando os Estados Unidos.

  

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